Política

Educação é destaque em programa eleitoral

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 31 de agosto (Folhapress) - O líder nas pesquisas eleitorais em São Paulo, Celso Russomanno (PRB), foi o único a destacar os levantamentos mais recentes no seu programa no horário eleitoral na noite de hoje. O candidato não apresentou propostas, mas ressaltou que a preferência do eleitor reflete o "desejo de mudança" na cidade.

O programa de José Serra (PSDB) destacou realizações do candidato quando foi prefeito, governador e ministro. Comparou-as a "pastel de feira: não dá para ficar sem". Entre elas, os medicamentos genéricos, a Nota Fiscal Paulista, o Bilhete Único de três horas e os Centros da Juventude.

Na saúde, prometeu ampliar para 17 o número de AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) 24 horas. O programa destacou a construção de "redondinhos", como ficaram conhecidos os prédios da urbanização da comunidade de Heliópolis.

A coligação tucana dedicou mais tempo à educação. Depois de dizer que, "em 2005, Serra encontrou a cidade falida", o programa enfileirou uma série de promessas: o total de CEUs (Centros Educacionais Unificados) de 21 para 45, ampliar a jornada escolar nos colégios municipais para até sete horas e aumentar o quadro de professores de 47 para 62 mil profissionais.

Serra afirmou que a sua prioridade será melhorar a qualidade de ensino dentro da sala de aula. Prometeu iniciativas para o aperfeiçoamento dos professores, o lançamento de campanha antibullying e a construção de creches ligadas a estações do metrô e trens metropolitanos.

Mais educação

Com direito a outra participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o apresentou como o ministro que melhorou a educação da creche à universidade, o candidato Fernando Haddad (PT) prometeu "transformar" o ensino no município de São Paulo.

O programa apresentou depoimento de uma beneficiada do ProUni, filha de pedreiro, que cursou medicina por meio do programa de bolsas estudantis organizado pelo governo federal. Haddad citou ainda o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) como realizações de sua passagem à frente do Ministério da Educação.

Numa primeira etapa, afirmou, 100 mil estudantes do ensino fundamental terão jornada escolar de sete horas. Prometeu ainda 150 mil novas vagas em escolas infantis e a construção de 172 creches com recursos do programa federal Proinfância.

Outros projetos apresentados por Haddad: construção de 29 CEUs em quatro anos, a montagem da universidade aberta --para aprimoramento dos professores da rede municipal--, a instalação da Escola Técnica Federal na zona norte e, na zona leste, a implantação de uma universidade federal e de um parque tecnológico para empresas.

Gabriel Chalita voltou a dizer que a "picuinha" entre PT e PSDB prejudica a cidade. Apresentando-se, mais uma vez, como o candidato capaz de trazer investimentos estaduais e municipais para a cidade, o peemedebista afirmou que as desavenças entre PSDB e PT impedem mais investimentos no metrô paulistano.

Além de prometer viabilizar mais recursos para ampliar essa rede na cidade, Chalita apresentou a proposta do Expresso Zona Leste. A ideia é fazer 18 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus unindo pontos próximos às estações de metrô da região às localizadas no centro.

Segundo Chalita, essa obra vai custar o equivalente a um quilômetro de metrô e ajudará a reduzir o "aperto" do metrô principalmente nos horários de pico. Ele prometeu a compra de 450 novos ônibus, que vão circular em vias com semáforos inteligentes.
 

continua após publicidade