Política

Haddad e Lula defendem gestão Marta na prefeitura

Da Redação ·
Haddad e Lula defendem gestão Marta na prefeitura
fonte: Arquivo
Haddad e Lula defendem gestão Marta na prefeitura

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam a gestão Marta Suplicy (2001-2004) no programa do horário eleitoral na TV de quarta-feira, 29 de agosto.

Haddad falou de Marta como uma administradora de decisões firmes. A senadora, em reunião com o ex-presidente Lula, prometeu participar da campanha de forma mais intensa. Ela pretendia ser a candidata, mas foi preterida pela direção do partido. Lula disse que a administração de Marta enfrentou má vontade do governo do Estado, comandado pelo PSDB, que sempre se recusou a fazer parcerias.

O candidato do PT apontou quatro áreas como os grandes problemas de São Paulo. Dois crônicos (saúde e educação) e dois agudos (transporte e habitação). O candidato elegeu o tema do transporte para abrir o programa. Haddad voltou a apresentar o Bilhete Único Mensal, que teve o ex-presidente Lula como garoto-propaganda.

A campanha petista realçou o trabalho de Haddad como ministro da Educação nas gestões de Lula e Dilma, destacando o Projeto Caminho de Escola, de transporte escolar, como exemplo de programa federal que pode ser replicado no município.

O tucano José Serra apresentou o Plano Municipal da Habitação. Citou a passagem anterior na prefeitura, no formato "prometido, entregue" que vem usando nos programas. Disse que vai construir 24 mil novas casas em 17 áreas e transformar 200 favelas em bairros, além de "ampliar as transformações em 70 comunidades".

Ao falar da educação, o programa tucano criticou a gestão de Marta Suplicy. Segundo a coligação liderada pelo PSDB, em 2004, último ano do governo do PT no município de São Paulo, havia 60 mil crianças matriculadas em creches. Hoje, são 207 mil. Serra prometeu ainda criar a Escola Municipal de Ensino Técnico.

Na saúde, o destaque coube à descrição das atividades do Instituto do Câncer de São Paulo, que tem capacidade para 1.500 internações, 33 mil consultas e 400 mil laudos de diagnósticos por mês.

A exemplo do programa da tarde, o governador Geraldo Alckmin falou sobre a importância de prefeitura e governo estadual somarem "esforços, verbas, ideias e soluções". Segundo ele, com Serra, "um complementa o trabalho do outro".

Gabriel Chalita, do PMDB, fez seu ataque mais contundente ao PSDB. Propôs a vinda para São Paulo do projeto das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), desenvolvido pelo governo federal. Segundo ele, as AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) não oferecem serviço com a mesma qualidade.

O peemedebista disse que não há UPAs em São Paulo por "picuinha entre PT e PSDB", expressão que se tornou mote de sua campanha. Prometeu investir na construção de hospitais, centros de referência para idosos e mulheres e no aprimoramento das AMAS.

A campanha de Celso Russomanno (PRB), líder das pesquisas de intenção de voto, repetiu o programa da tarde, que costurou depoimentos sobre os problemas da saúde no município. O candidato prometeu pagar mais aos médicos e informatizar os prontuários de toda a rede da cidade. Saúde também foi o tema de Soninha Francine (PPS), que igualmente teve o programa reprisado.

Paulinho da Força (PDT) insistiu no plano de estimular a criação de empregos na periferia, o que pode reduzir o tempo de deslocamento dos trabalhadores até o local de trabalho. Seu correligionário Carlos Ortiz, secretário do Emprego e das Relações de Trabalho do governo tucano de Alckmin, participou do programa.
 

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