Política

OSA entrega abaixo-assinado para redução de salários

Da Redação ·
O presidente do OSA, Mauro de Oliveira Carlos, mostra o abaixo-assinado apresentado ao presidente da Câmara, Alcides Ramos (dando entrevista, ao fundo)
fonte: Divulgação
O presidente do OSA, Mauro de Oliveira Carlos, mostra o abaixo-assinado apresentado ao presidente da Câmara, Alcides Ramos (dando entrevista, ao fundo)

Representantes do Observatório Social de Apucarana (OSA) estiveram na Câmara Municipal, na manhã desta quinta-feira (12), onde apresentaram um abaixo-assinado com 9.001 assinaturas. O documento pede que sejam revogadas as leis 301/2011 e 302/2011, que reajustou os salários e subsídios do prefeito, vice-prefeito, secretários, vereadores e procurador jurídico para o próximo mandato. “Queremos deixar bem claro, com a apresentação deste abaixo-assinado, que esta não é uma posição do Observatório, mas da população”, afirmou o presidente do OSA, Mauro de Oliveira Carlos.


Os vereadores se reuniram na manhã desta quinta-feira, em sessão extraordinária, a fim de votar vários projetos encaminhados pelo Executivo. Os integrantes do OSA aproveitaram para apresentar o abaixo-assinado, ato que foi acompanhado pela imprensa. “Nós solicitamos que o abaixo-assinado fosse protocolado aqui na Câmara, salientando que os vereadores vão se reunir posteriormente e deliberar sobre o assunto”, afirmou o presidente da Alcides Ramos (DEM).


Pelo projeto aprovado em dezembro, o prefeito de Apucarana, que hoje recebe R$ 22,5 mil, passará a ter um vencimento de R$ 25 mil, enquanto o vice-prefeito, que  tem o salário fixado em R$ 10 mil, receberá R$ 15.030,00 no próximo mandato. Já o vencimento mensal dos secretários municipais, hoje de R$ 6,7 mil, será de R$ 9.250,00. O teto do subsídio do prefeito é de R$ 29,8 mil, o mesmo que recebe um procurador-geral da República. Já os vereadores podem receber até o limite de 50% do subsídio do deputado estadual, que é de R$ 20.040,00. Em Apucarana, eles passarão a receber R$ 10.020,00.


No mês passado, houve uma tentativa de diálogo entre o Observatório e o Legislativo a respeito dos novos salários e subsídios. A Câmara solicitou ao OSA que sugerisse, por escrito, quais valores entende como apropriados. Porém, em ofício enviado à Câmara, o OSA não quis apresentar uma proposta em valores e disse que a atribuição de revogar as leis votadas no ano passado e fixar valores “mais condizentes com a realidade” é do Poder Legislativo.

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