Política

Observatório se recusa a sugerir índice para salários e subsídios

Da Redação ·
Observatório se recusa a sugerir índice para salários e subsídios
fonte: Divulgação
Observatório se recusa a sugerir índice para salários e subsídios

Em ofício enviado à Câmara, o Observatório Social de Apucarana (OSA) não quis apresentar uma proposta em valores para os salários de prefeito, vice e secretários municipais, bem como para os subsídios dos vereadores que vão tomar posse a partir de janeiro de 2013.

“O OSA reafirma sua intenção de continuar arrecadando assinaturas com vistas a sensibilizar o Legislativo de Apucarana a revogar as leis no. 301/2011 e 302/2011; ou dar nova redação aos referidos artigos para reduzir os subsídios em percentuais condizentes com a realidade local sem exigir mais do contribuinte. Sendo assim, o OSA declina em citar valores, deixando essa tarefa para decisão dos srs. Vereadores de Apucarana”, afirma o documento, assinado pelo presidente da entidade, Mauro de Oliveira Carlos.

Ainda de acordo com o ofício, o OSA se reuniu em assembleia extraordinária e seu membros “entenderam por bem que a campanha para redução dos subsídios dos vereadores, prefeito, vice-prefeito, secretários e procurador jurídico de Apucarana deve continuar nos mesmos termos iniciados e levados ao conhecimento da população apucaranense”.

O presidente da Câmara, Alcides Ramos Júnior (DEM), disse que a decisão do OSA frustra o esforço em favor do entendimento. “Na reunião que tivemos na semana passada, explicamos aos representantes do Observatório que a Câmara, ao fixar os valores que vão vigorar para o próximo mandato, seguiu parâmetros constitucionais. O que nós esperávamos é que fossem apresentados novos parâmetros, pois isso nos faria reunir a assessoria jurídica da Câmara e da Prefeitura, os vereadores e demais interessados para avaliar a proposta”, afirma Alcides Ramos.

Na sua opinião, porém, sem uma proposta formal por parte do OSA, pouco se acrescenta ao esforço visando resolver o problema pela via do entendimento. “De qualquer forma, agradecemos a todos que trabalharam nesse sentido, em especial ao padre Paulinho Amaral, ao mesmo tempo em que reafirmamos nossa disposição ao diálogo”, conclui Alcides Ramos.

continua após publicidade