Política

Prefeito de Apucarana, João Carlos, abre o jogo

Da Redação ·

Em entrevista à Tribuna,  o prefeito de Apucarana, João Carlos de Oliveira (PMDB), candidato à reeleição em outubro, afirma que ficou os três primeiros anos de seu mandato pagando dívidas herdadas. Ele diz que precisou colocar a casa em ordem em silêncio e confessa que este foi o preço pelo apoio político do ex-prefeito Valter Pegorer (PMDB).

continua após publicidade

Tribuna - O senhor já teve quatro anos de mandato em Apucarana. Quais osargumentos para pedir mais quatro anos à frente da administração?

continua após publicidade

João Carlos de Oliveira – Na verdade, estou tendo um ano demandato para administrar a cidade como realmente eu gostaria. Os três primeirosanos foram destinados apenas para arrumar a casa, pagando as dívidas herdadasda gestão anterior. Por causa disso, pude realizar, no primeiro momento, apenasobras emergenciais e não consegui colocar em prática o meu plano de governo.Agora, com as contas em dia, estou, de fato, administrando a prefeitura erealizando obras.  Fiz uma gestãoresponsável até agora. Não contraí nenhum financiamento ou empréstimo, queaumentasse a dívida que já era muito grande em Apucarana. Organizei as finançasdo município nos três anos e agora consegui fôlego necessário para realizarvárias obras, principalmente na área de pavimentação.

Tribuna – O senhor foi secretário de Fazenda na última gestão. Já nãotinha conhecimento das finanças precárias quando assumiu o município?

continua após publicidade

João Carlos – É claro que eu sabia da situação financeira. Foi justamente por isso queaceitei ser candidato a prefeito. Até porque, se outra pessoa assumisse aprefeitura, a administração poderia descambar e a situação do município hojeseria terrível. Quando fui chamado para ser candidato a prefeito, tinha total convicçãodessa responsabilidade e dos desafios de colocar a casa em ordem. Foi o que fiznos primeiros três anos de mandato. Hoje, a prefeitura não tem nenhuma dívidacom os fornecedores e está com plenas condições de investimento. Minha prioridade sempre foi estar com as finanças em ordem, sem cometer loucuras,empilhando empréstimos, onerando o município. Agi assim também quando fuipresidente da Câmara em 2005. Recebi o Legislativo com as contas combalidas eprocurei resolver as questões financeiras. Tanto é que fui o primeiropresidente a devolver dinheiro para a prefeitura. Foram quase R$ 2 milhões quevoltaram para o município fazer obras. Quando assumi a prefeitura, é claro quetinha conhecimento do problema das finanças, afinal, era secretário da Fazenda.Mas fiquei quieto, trabalhando, sem reclamar. Falo com orgulho que arrumei acasa, porque, na época de secretário, eu não tinha autonomia. Eu não era oprefeito. Precisava cumprir ordens do gestor do município na época (ValterPegorer), que fez vários empréstimos e financiamentos. Aceitei ser candidato por amor a Apucarana para que o município não caísse em mãos erradas.

A entrevista na íntegra você confere na edição impressa deste domingo (22) do Jornal Tribuna.do Norte - Diário do Paraná