Política

Gleisi e Paulo Bernardo defendem aliança com Fruet

Da Redação ·

A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), estiveram neste domingo em Curitiba para votar a favor de uma aliança com Gustavo Fruet (PDT) na eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT) que irá decidir o rumo da legenda na eleição à prefeitura de Curitiba.  

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Gleisi e Bernado votaram pela manhã no Colégio Estadual João Bettega, no bairro Novo Mundo e reafirmaram a intenção de manter a aliança com PDT já no primeiro turno das eleições como parte da “estratégia nacional” do partido. O ministro Paulo Bernardo afirmou que a aliança é a melhor forma de fortalecer o partido no estado, sem “a politica restritiva” de alianças que teria prejudicado o PT em outras eleições. “O mesmo pessoal que briga, no bom sentido, contra as alianças facilitou que então candidato a prefeito Beto Richa (PSDB) pudesse fazer aquela grande votação em 2008”, comparou. Bernardo afirmou ainda que acordo com Fruet e o PDT inclui apoio recíproco para as eleições ao governo do estado em 2014.

Apesar de defender a coligação, Bernardo disse que a orientação da direção nacional do partido é de que a decisão seja tomada de forma democrática pelas diversas alas do partido. “Acabada a eleição, que se acate o resultado e se arregacem as mangas para o trabalho na campanha”, disse.

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Questionado sobre qual seria a posição do ex-presidente Lula sobre um eventual apoio a Fruet, já que o ex-deputado quando na oposição foi um dos mais críticos no Congresso da administração petista, o ministrou usou uma metáfora futebolística, ao estilo Lula: “Ele estava fazendo o seu papel. Não dá para imaginar que um jogador do Coritiba vá ajudar o Atlético a fazer gol. E tem mais, ele batia na gente, mas nós também batíamos nele. Nunca fomos de aliviar”, comparou.

O ministro garantiu que teve carta branca do ex-presidente Lula para negociar uma possível aliança em uma conversa de uma hora com o ex-presidente nesta semana em São Paulo. “O Lula vai deixar a votação transcorrer e depois vai tomar parte na campanha. Mas ele disse que se prevalecer a aliança precisará conversar com o Gustavo (Fruet) sobre várias questões que precisam ficar claras à população”, disse. Para Bernardo, esta conversa superaria possíveis rusgas entre os novos aliados. “Nossa diferença com o Gustavo sempre foi política. Ele teve um rompimento no PSDB e hoje é nosso aliado até porque o PSDB não o quis como candidato.”.

Já a ministra Gleisi Hoffmann disse que espera uma decisão madura do partido para seu fortalecimento no estado. “A coligação é um momento de união das forças”, disse. Ela lembrou que a ideia da candidatura própria era importante no início da vida pública do PT, mas hoje depois de três mandatos no governo federal “é mas importante é consolidar o projeto da legenda a longo prazo”. “A candidatura própria ela era um instrumento para mostrar as ideias do partido à sociedade. Hoje a população sabe exatamente o que o PT pensa ,como pensa e o que faz na economia e na área social”, disse Gleisi.

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Contra e a favor

Ao lado dos ministros estavam o deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), o deputado estadual Toninho Wandscheer e os vereadores Pedro Paulo e Jhonny Stica que também são favoráveis à ideia de um apoio ao candidato pedetista desde o primeiro turno. Também estiveram no local de votação o deputado federal Dr. Rosinha e a vereadora Professora Josete que são a favor de uma candidatura própria em 2012.

Para Rosinha uma aliança com outros partidos é uma derrota política para o partido: “Uma vitória numa eleição pode não representar uma vitória política. Com a candidatura própria teríamos uma exposição maior da legenda que beneficiaria as eleições na região metropolitana, aumentaríamos nossa bancada de vereadores e mostraríamos a forma de governar com o próprio partido e não colocando nossas energias a serviço de outros”, disse o deputado que tem interesse em ser o candidato petista à prefeitura.

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Eleição

A eleição deste domingo determinará quem serão os delegados que, no final do mês, definirão o caminho a ser tomado pelo PT. Pela regra, o número de delegados que cada chapa poderá indicar depende dos votos obtidos neste fim de semana, pelos 2,6 mil militantes aptos a votar. Se uma das chapas tiver 60% dos votos, por exemplo, escolherá 180 dos 300 delegados do encontro.

A convenção do partido, em junho, deve apenas reafirmar a posição determinada pelo encontro municipal. Caso se decida pela candidatura própria, a convenção também será usada para escolher quem será o candidato e quais as outras alianças a serem fechadas.