Política

Dilma desembarca na Índia para reunião com emergentes

Da Redação ·
Dilma recebe cumprimentos na chegada a Nova Délhi
fonte: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma recebe cumprimentos na chegada a Nova Délhi

A presidente Dilma Rousseff desembarcou nesta terça-feira (27) em Nova Délhi para participar da quarta reunião dos Brics, grupo de países emergentes: Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul. Dilma fica no país até sábado. Ao chegar, a presidente recebeu um bindi, um símbolo sagrado usado na testa próximo às sobrancelhas pelas mulheres indianas.

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A agenda oficial de Dilma não prevê eventos para hoje. Os compromissos começam na quarta-feira às 14h30, hora local, com a entrega do título de doutora honoris causa da Universidade de Nova Déli. À noite, ela vai a jantar oferecido a todos os presidentes dos Brics. O encontro dos países emergentes começa oficialmente na quinta-feira.

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Sobre a reunião dos Brics, serão discutidas as questões relativas aos temas econômicos e financeiros, além de políticas de segurança e paz, assim como o esforço conjunto para o desenvolvimento sustentável, como proposta para redução da pobreza.

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Dilma viaja acompanhada por uma comitiva de cerca de 60 empresários brasileiros. Nas reuniões em Nova Déli estarão presentes também os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul), e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. O bloco dos Brics se reúne no momento em que ainda há incertezas devido à crise econômica internacional que causa impactos na Europa e nos Estados Unidos.

Na reunião do dia 29, o primeiro-ministro da Índia se prepara para apresentar a proposta de criação de um banco de desenvolvimento do bloco. Os indianos defendem que a nova instituição bancária seja uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

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A intenção é que os presidentes e o primeiro-ministro da Índia assinem uma declaração que fixa a determinação dos Brics de ampliar os acordos bilaterais, por intermédio de suas instituições bancárias de desenvolvimento econômico, utilizando moedas locais. No caso do Brasil, o acordo será firmado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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Também deve ser aprovado um texto em defesa da paz e da segurança no Oriente Médio e no Norte da África. Os destaques deverão ser a Síria, em decorrência do agravamento da situação de violência no país, e o acirramento das tensões no Afeganistão, depois do massacre de civis por um sargento norte-americano.

Com informações da Agência Brasil