Política

Conselho de Ética da Câmara quer Derosso fora do cargo por 90 dias

Da Redação ·

O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba votou, na manhã desta segunda-feira (5), pelo afastamento do presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB), por 90 dias. A decisão foi baseada no relatório do vereador Jorge Yamawaki (PMDB), que apurou as denúncias sobre irregularidades nos contratos de publicidade do legislativo.

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O caso vem sendo investigado desde 21 de julho, e o relatório com a recomendação do afastamento temporário foi apresentado na última quinta-feira (1º). Para Yamawaki, Derosso quebrou o decoro parlamentar ao prorrogar o contrato da Câmara com a empresa de sua esposa, Cláudia Queiroz. No entanto, dois vereadores pediram vistas, e a votação foi realizada nesta segunda.

A vereadora Noemia Rocha (PMDB) considerou a pena branda demais, e apresentou um novo relatório. No documento, Rocha afirma que Derosso desrespeitou a lei federal das licitações, ao permitir que uma funcionária da Casa participasse do processo, bem como a Constituição Federal, quando realizou a prorrogação do contrato. Para Rocha, a sanção apropriada seria a cassação.

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O presidente do Conselho de Ética, Francisco Garcez (PSDB) acompanhou o voto de Rocha pela cassação, mas venceu o pedido de afastamento votado pelos outros três integrantes: Yamawaki, Valdemir Soares (PRB) e Zezinho do Sabará (PSB).

Será instalada agora uma comissão processante formada por três vereadores sorteados. Essa comissão analisará o relatório para posteriormente enviá-lo ao plenário da Câmara. Os representantes poderão aprovar ou desaprovar a decisão do afastamento.

Comissão processante
Os vereadores também votam na tarde desta segunda-feira outro pedido de afastamento de Derosso, e instalação de comissão processante. A vereadora Renata Bueno (PPS) conseguiu na Justiça uma liminar para assegurar a votação, rejeitada anteriormente pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara.