Política

Comissão Processante vai agir no caso das placas da Câmara

Da Redação ·
 Momento em que eram sorteados os votos para instalação da Comissão Processante na Câmara de Apucarana
fonte: Divulgação
Momento em que eram sorteados os votos para instalação da Comissão Processante na Câmara de Apucarana

A Câmara de Apucarana aprovou, por 6 votos a 4, na sessão ordinária desta segunda-feira (08), o pedido de instalação de uma Comissão Processante (CP) a fim de tomar providências quanto às denúncias de irregularidades na gestão do ex-presidente Mauro Bertoli (PTB).

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O pedido foi protocolado na Câmara por Jeferson Marques, tendo por base ação civil pública proposta pelo promotor Eduardo Augusto Cabrini, da Promotoria de Proteção do Patrimônio Público de Apucarana, contra Bertoli. A ação foi divulgada na última quinta-feira (04) e aponta irregularidades na escolha de placas de três veículos de propriedade do Legislativo.

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“A Câmara recebeu este pedido de providências e não pode ser omissa. Vamos seguir todos os trâmites legais, oportunizando ao ex-presidente toda a oportunidade para que ele apresente a sua defesa”, assinalou o atual presidente da Câmara, Alcides Ramos Júnior (DEM). O pedido de instalação da CP também pede providências quanto à possível participação do servidor da Câmara, Júlio César Ravazzi Santos, e para que os integrantes
da comissão apurem se, além do caso das placas, houve outras irregularidades na gestão de Bertoli.


A proposta de instalação da CP causou discussões em plenário. Bertoli pediu que a mesma CP apure promoção pessoal por parte de Alcides Ramos na produção de um informativo, iniciativa que lhe rendeu multa na Justiça. “Banquei a produção do informativo com meu dinheiro e estou recorrendo da multa, pois acho que informar o eleitor sobre o meu mandato é uma obrigação”, reagiu Alcides. Pelos mesmos motivos – suposta propaganda
antecipada – também respondem na Justiça o vereador Aldivino Marques, o Val (PSC), e o próprio prefeito João Carlos de Oliveira.

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Vereadores da base de apoio à administração, como Telma Reis (PMDB) e Carmelo Ribeiro (PR), saíram em defesa de Bertoli, dizendo que o Ministério Público já está tratando sobre a questão, não havendo portando necessidade de a Câmara atuar no mesmo assunto. Mesmo dizendo que Bertoli fez “uma grande besteira”, o vereador Val também saiu em sua defesa e votou contra a CP. Júnior da Femac (PDT) saiu em defesa da Comissão. “É uma
bela oportunidade que ele tem de mostrar, também através da Câmara, a sua inocência neste caso”, disse. Lucimar Scarpelini, Luiz Brentan e o próprio Júnior da Femac foram escolhidos por sorteio para compor a CP. Lucimar responderá pela presidência, com Júnior na relatoria e Brentan como membro.
Bertoli disse estar tranqüilo para encaminhar a sua defesa. “Da mesma forma como me defendi no Tribunal Regional Eleitoral no ano passado, onde caiu a acusação de improbidade, vou me defender agora da denúncia do promotor e na própria CP.

Só acho desnecessário esse clima ruim aqui dentro da Câmara, pois nos quatro anos em que fui presidente eu procurei manter a ética e resolver as questões de cada vereador internamente”, destacou.