Política

Mais um senador retira apoio à CPI dos Transportes

Da Redação ·

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) retirou na manhã desta quarta-feira (3) a sua assinatura do requerimento de instalação da CPI para investigar as denúncias de corrupção no ministério dos Transportes e no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Ele foi o segundo parlamentar a retirar o seu apoio à investigação. Ontem à noite, o senador João Durval (PDT-BA) já havia informado a retirada do seu nome da lista.

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Ataíde retirou a sua assinatura após pressão do titular do mandato João Ribeiro (PR-TO). Ribeiro, que está de licença e está prestes a reassumir o mandato, é um dos aliados mais fiéis do governo.

O requerimento para a criação de uma CPI para investigar o Ministério dos Transportes havia sido protocolado na noite de terça-feira, mas o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), disse a jornalistas que conversaria com membros da base aliada que assinaram o documento para discutir a possível retirada de apoios à CPI.

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A retirada de assinaturas é permitida pelo regimento do Senado até a meia-noite do dia em que o requerimento que pede a instalação da comissão é lida no plenário da Casa. Havia expectativa de que o documento fosse lido nesta quarta-feira.

As denúncias no Ministério dos Transportes levaram à queda do ex-ministro Alfredo Nascimento, que na terça-feira reassumiu seu mandato de senador pelo PR do Amazonas e disse que ele e seu partido, o PR, não são “lixo” para ser varrido do governo.

Desde a divulgação de que haveria um esquema de arrecadação de propinas para o PR, legenda que comanda a pasta, nos Transportes, 27 servidores foram afastados ou demitidos do ministério ou de órgãos ligados a ele. A "faxina" promovida pela presidente Dilma Rousseff na pasta irritou integrantes do PR, que passaram a cobrar da presidente o mesmo tratamento que deu à legenda nos demais casos de corrupção envolvendo outros ministérios.

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Ao iniciar seu discurso na Casa, Nascimento afirmou que se demitiu e reassumiu seu mandato para se defender. Após negar ação de que pudesse se “arrepender ou envergonhar” no cargo, disparou contra a ex-chefe.

- Renunciei ao cargo de ministro no momento em que, diante dos ataques violentos contra a mim deferidos, não recebi do governo o apoio que me havia sido prometido pela presidenta