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Vacina: Prefeito de Curitiba diz que fará pressão política

"A nossa vontade é de imunizar todos os adolescentes de 12 a 17 anos", disse

Da Redação ·
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fonte: Reprodução
Vacina: Prefeito de Curitiba diz que fará pressão política

Em entrevista coletiva sobre o encerramento do Pavilhão da Cura, no Parque Barigui, o prefeito Rafael Greca disse que vai fazer pressão política para que o Ministério da Saúde 'libere' a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra Covid.

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"A nossa vontade é de imunizar todos os adolescentes de 12 a 17 anos, mas a Pfizer tem a exclusividade para adolescentes. É a única que pode ser aplicada. Então, o Ministério da Saúde tem que entrar em acordo com a Anvisa. A  princípio seguiremos a orientação do Ministério e começaremos pelos adolescentes com comorbidade. Se eu pudesse comprar vacinas, eu o faria, mas é o Ministério que compra. Vou fazer pressão política para isso acontecer", disse Greca. "Queremos todos vacinados para um ano novo totalmente imunizado".

O Paraná, por enquanto, mantém a vacinação dos adolescentes suspensa e o secretário Beto Preto diz que está discutindo o assunto com o ministério, enquanto vários outros Estados ignoraram a recomendação do Ministério e mantiveram a imunização, como São Paulo e Pernambuco. A Sociedade Brasileira de Infectologia, aliás, se uniu à Anvisa e emitiu nota nesta sexta (16) pedindo que o Ministério da Saúde reconsidere a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a covid-19. Segundo a entidade, um dos principais argumentos é que a vacina da Pfizer foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para jovens de 12 a 17 anos e inexistem evidências científicas contrárias ao uso do imunizante neste grupo.  O documento diz ainda que os eventos adversos registrados pelo Ministério da Saúde correspondem a 0,043% dos adolescentes vacinados e não foi divulgada a gravidade das reações nem comprovação de que estão relacionadas à vacina; Ainda não há comprovação de que a morte da adolescente de 16 anos teve relação com a vacina da Pfizer.

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A cerimônia de encerramento do Pavilhão da Cura foi realizada no fim da tarde desta sexta-feira (18), para marcar os bons resultados obtidos nestes noves meses de trabalhos e para homenagear os profissionais da saúde e equipes de diferentes áreas envolvidas no movimento de imunização dos curitibanos. O evento teve a participação também da secretária municipal da Saúde, Marcia Huçulak, e do vice-prefeito Eduardo Pimentel e seguiu todos os protocolos sanitários para evitar o contágio pelo novo coronavírus. “É com grande alegria que encerramos esta etapa de vacinação. Esse lugar agora voltará a ser usado para a sua vocação de centro de eventos, mas não havia evento mais importante do que a promoção da vacinação, que é o que faremos até o fim da tarde deste sábado”, disse o prefeito Rafael Greca.

“Quero agradecer aos concessionários deste espaço que é a cara de Curitiba, um símbolo da nossa identidade. O espaço da recepção aos imperadores do Japão, o sinal da capital ecológica, mais do que isso, agora é o eterno Pavilhão da Cura”, disse Greca.

Doses de reforçoNeste sábado (18), último dia de funcionamento do Pavilhão, serão vacinados com a dose de reforço, em sistema drive-thru, idosos acima de 70 anos, que receberam a segunda dose há mais de 180 dias. Também serão vacinados com a dose complementar imunossuprimidas que completaram a imunização até o dia 22 de agosto, ou seja, já completaram 28 dias ou mais da segunda dose.

Com informações, Bem Paraná