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Trabalhadores da saúde de Londrina morrem de Covid-19

Da Redação ·
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Trabalhadores da saúde de Londrina morrem de Covid-19

O deputado estadual Tercílio Turini (CDN) – que é médico e tem base eleitoral em Londrina (reigão Norte) – contou na sessão de hoje da Assembleia Legislativa, que dois servidores da saúde pública da cidade morreram depois de se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19, e contraírem a doença. O problema ocorreu no Hospital Zonal Sul, que tem 510 servidores.

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De acordo com o parlamentar, ao todo 31 servidores do hospital se recusaram inicialmente a tomar a vacina e assinaram um termo assumindo a responsabilidade pela decisão. Parte deles foi convencida a receber o imunizante, mas 23 ainda permaneciam resistentes.

“Na última sexta-feira, uma servidora – técnica de enfermagem – que pegou Covid-19 entre esses que não tomaram a vacina veio a óbito. E um outro servidor que também se recusou a tomar a vacina, um profissional da área administrativa de 34 anos também pegou a Covid e veio a óbito”, contou Turini.

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O deputado se referiu a Ângela Marques e a Jeferson Alves da Costa. Jeferson ainda chegou a ser convencido a tomar o imunizante e recebeu a primeira dose, mas mesmo assim, pegou a doença e não resistiu. Não houve tempo para que ele recebesse a segunda dose.

“É triste, lamentável, que no momento em que estamos aí chamando a atenção da necessidade da vacinação, que a vacina é a grande esperança e existem estudos, vários indicativos de que a vacina tem reduzido, nos grupos que são vacinados, os idosos acima de 70 anos, diminuiu muito o número de internações e óbitos. Entre os profissionais da saúde, a quantidade de pacientes diminui muito”.

Segundo Turini, não se tratam de casos isolados. “Eu até me surpreendi, fui falar com colegas. Isso tem acontecido em outras unidades, não só em hospitais, mas unidades de saúde. Muitos profissionais se recusam a fazer a vacinação”, apontou.

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Ontem, os deputados Alexandre Curi (PSB), Ademar Traiano (PSDB) e Luiz Claudio Romanelli (PSB) apresentaram, na Assembleia, que prevê penalidades para as pessoas que não se vacinarem após o término de todas as fases de aplicação. O texto determina a proibição do acesso de pessoas não vacinadas em creches, escolas, universidades públicas e particulares e em ônibus, trens, aviões e embarcações e outros modais de transporte. Também impõe restrições para a obtenção de documentos públicos, inscrição em concursos públicos e em cargos públicos e em demais modalidades relacionadas ao Estado.

“Uma pessoa que não se vacina não está apenas causando riscos à própria saúde, mas também aumentando a chance de outras pessoas contraírem o vírus. Diante disso, o presente projeto de lei tem como objetivo incentivar a imunização de todos os paranaenses para evitar mais mortes e conter a proliferação da doença”, justificam os autores. “As principais disposições são a proibição de que pessoas não vacinadas entrem em creches, estabelecimentos de ensino, aeronaves, embarcações, trens, ônibus e demais modais de transporte, pois esses locais naturalmente geram aglomerações”, completam.

O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e demais Comissões temáticas antes de ser votado em plenário.

Com informações, Bem Paraná.