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Recepcionista de hospital doa parte do fígado para paciente de 6 anos

Escrito por Da Redação
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“Eu sou doadora de órgãos. Quando fiquei sabendo que ele precisava, que era possível a doação de intervivos e eu era compatível, não pensei duas vezes e faria tudo de novo. Eu me ofereci de coração e fui”. O relato é da recepcionista Gislaine Lopes que trabalha em um hospital de Curitiba e acabou se tornando doadora de um dos pacientes. Casada, mãe de 2 filhos Gislaine salvou a vida do Jhonatam Rafael Silva de Oliveira, um garoto de 6 anos que precisava de um novo fígado para sobreviver.

Tudo começou quando Jhonatam deu entrada no hospital em que Gislaine trabalha com uma grave insuficiência hepática um ano atrás. Os problemas de saúde do garoto se agravaram e a família foi informada de que ele precisaria de um transplante de fígado. Com a piora rápida do menino, todos da família se desesperaram em busca de um doador. O pai do garoto era quem tinha o mesmo tipo sanguíneo, mas, por conta de alguns problemas de saúde, foi descartado como doador.

Foi, então, que Gislaine se sensibilizou com a situação do menino e resolveu doar parte de seu fígado. Eles fizeram o pedido na justiça, como é de praxe em caso de doador vivo, e conseguiram a autorização para a cirurgia. Em alguns dias, ela foi internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para o transplante. Os médicos removeram 40% do fígado de Gislaine e o transplantaram para o abdômen de Jhonatam.

Gislaine e Jhonatam se recuperaram bem. “A Gislaine é um anjo em nossas vidas. Se não fosse ela, não sei o que seria dele. A Gi agora é um membro da nossa família, costumo dizer é a segunda mãe do Jhonatam”, disse Sidinéia Vitor da Silva, mãe do garoto.

NÚMEROS

O Paraná manteve a liderança em doações e transplantes de órgãos no Brasil no primeiro semestre. Os dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que o Estado atingiu a marca de 44,1 doações de órgãos efetivas por milhão de população (pmp), ficando à frente dos demais estados brasileiros e muito acima da média nacional, que fechou em 15,8 pmp. De janeiro a junho de 2020, o Paraná registrou 558 notificações de potenciais doadores e 252 doações efetivas, que corresponderam a 385 transplantes de órgãos.

Além da liderança em doações, o Estado se mantém no topo da lista em transplantes renais e em segundo lugar em transplantes de fígado, com uma média de 45,7 e 19,2 pmp, respectivamente.

Os dados também mostram que o Estado teve queda das recusas familiares em doar os órgãos, nestes seis meses. Apenas 23% das famílias se recusaram a doação de órgãos, sendo este o índice o mais baixo já registrado na história do SET/PR.

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