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Quadrilha é supeita de movimentar R$ 4 mi com ameaça de vazamento de fotos íntimas

Organização criminosa formada por brasileiros e estrangeiros atuava desde 2024; mandados foram cumpridos em cinco estados

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Quadrilha é supeita de movimentar R$ 4 mi com ameaça de vazamento de fotos íntimas
Autor A ação foi coordenada pela corporação paranaense e contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública - Foto: Divulgação PC-PR

A Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta quinta-feira (21) uma operação contra uma organização criminosa transnacional acusada de movimentar quase R$ 4 milhões em apenas dois meses com o golpe conhecido como "sextortion", que consiste na extorsão mediante a ameaça de vazamento de fotos íntimas. A ofensiva cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. Os nomes dos alvos não foram divulgados.

-LEIA MAIS: Casal é preso com droga, arma e BMW após perseguição em Maringá

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As investigações tiveram início a partir da denúncia de uma vítima da cidade de Palmas, no Sul do Paraná, e apontam que a quadrilha, formada por brasileiros e estrangeiros, atua desde o ano de 2024. Até o momento, as autoridades identificaram pelo menos 20 vítimas em diversas regiões do país. A dinâmica do crime consistia em conquistar a confiança das vítimas para obter imagens íntimas e, em seguida, chantageá-las financeiramente para não divulgar o material na internet ou para conhecidos.

A ação foi coordenada pela corporação paranaense e contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O trabalho também teve colaboração operacional das polícias civis dos estados onde os suspeitos estavam localizados, abrangendo as cidades de Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB).

Os integrantes do grupo são investigados pelos crimes de extorsão majorada, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro por meio de criptoativos. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão. De acordo com a Polícia Civil, as diligências continuam com o objetivo de identificar outros participantes da rede criminosa, mensurar a extensão total do esquema e buscar o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

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