Paraná

Prefeito de Londrina fala sobre vacinas: "não compraram"

Em uma live, Marcelo Belinati criticou a falta de doses.

Da Redação ·
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Prefeito de Londrina fala sobre vacinas: "não compraram"

Marcelo Belinati criticou a falta de vacinas durante uma live na noite deste domingo (23). O prefeito de Londrina realizou a transmissão ao lado do secretário de Saúde, Felippe Machado, para atualizar os dados da pandemia na cidade.

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Segundo o prefeito, Londrina realizou um pedido, junto a outros municípios ao Governo Federal, para ter a autorização de iniciar a imunização de todos os cidadãos em ordem de idade. Ele enfatizou ainda que faltam vacinas para cumprir a imunização:

Lá atrás, não compraram vacinas. Os EUA está imunizando todos, porque compraram vacinas. Aqui foi diferente, não compraram vacinas e não nos permitiram comprar, porque se tivessem permitido, teríamos comprado também”, disse.

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Londrina já poderia ter imunizado mais de 200 mil londrinenses em maio, de acordo com a carta de intenção divulgada em janeiro. Mas como o Governo Federal não comprou as vacinas quando elas foram oferecidas, o Ministério da Saúde precisou utilizar todas as vacinas do Butantan para implementação no plano nacional. As doses da Coronavac, desenvolvidas pelo instituto em parceria com o laboratório chinês, Sinovac, só foram produzidas após um incentivo do Governo do Estado de São Paulo.

De acordo com o vacinômetro divulgado nesta segunda-feira (24), Londrina aplicou a primeira dose em 131 mil pessoas. Já a segunda dose, foi aplicada em 79 mil londrinenses.

CASOS

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De acordo com os dados apresentados, os casos de Covid-19 voltaram a subir e a letalidade da doença entre mais jovens também cresceu. A média móvel semanal de casos de covid-19, subiu para 254,7 nesta última semana. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivas do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam em 100% de ocupação, ou seja, sem vagas disponíveis.

O prefeito esclareceu que já foram criados o máximo de leitos possível e faltam profissionais.

Não há como criar novos leitos, pois não há médicos especializados, não há profissionais disponíveis. Nós já criamos o máximo de leitos possíveis e isso não é um problema exclusivo de Londrina, é do Brasil todo. Não há profissionais disponíveis em todo o país”, disse.

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Belinatti voltou a fazer um apelo para que os londrinenses mantenham as medidas de prevenção. “Continuem usando máscaras, chame a atenção do seu amigo, do familiar, que estiver sem máscara, pois ela salva vidas”, disse. “Não se aglomere, se puder, fique em casa, principalmente nos próximos dias, evite circular, se for possível, evite ao máximo a circulação”, pediu.

Nesta segunda-feira, a cidade registrou 55.889 casos positivos, 138 a mais que o último relatório. São 53.966 pacientes curados e 520 casos ativos da doença. 

Dentre os pacientes ativos, 288 são monitorados em isolamento domiciliar. Outros 232 estão internados, sendo 110 em leitos moderados, de enfermaria, e outros 122 em UTI. E quinze novos óbitos, de nove pacientes do sexo masculino, aos 54, 57, 64, 66, 72, 77, 82, 87 e 98, e seis pacientes do sexo feminino, aos 44, 48, 62, 66, 76 e 84   Londrina acumula 1.403 óbitos em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Aguardando o resultado de exames, 98 casos suspeitos seguem em andamento. Outros 113.712 foram descartados, mediante resultado negativo para COVID-19.

Com informações Tem Londrina.