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    Posto da Polícia Ambiental em São Sebastião da Amoreira pode ser desativado

    MPPR emite recomendação administrativa para que Posto da Polícia Ambiental de São Sebastião da Amoreira seja fechado imediatamente

    Posto da Polícia Ambiental em São Sebastião da Amoreira pode ser desativado
    Foto por Alberto D'Angele/RPC
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 18.08.2020, 15:05:22 Editado em 18.08.2020, 15:05:18
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    O Ministério Público do Paraná emitiu recomendação administrativa buscando o fechamento imediato do Posto de Polícia Ambiental de São Sebastião da Amoreira, no Norte Pioneiro do estado.

    A unidade, segundo demonstrado pelo MPPR no âmbito da Operação Cachoeira, foi construída ilegalmente, dentro de uma propriedade particular, com a finalidade de atender interesses privados de integrantes de organização criminosa.

    Dirigida ao Comando-Geral da Polícia Militar do Paraná e ao Comando do Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde, a demanda foi encaminhada nesta segunda-feira, 17 de agosto, pela Promotoria de Justiça de Assaí e pelo Núcleo de Londrina do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria). 

    Na recomendação, o Ministério Público destaca que o município de São Sebastião da Amoreira não se situa em nenhuma das poucas áreas naturais que são protegidas na região e que não há fundamentação técnica que justifique manter estrutura de policiamento ambiental em regiões onde a cobertura vegetal nativa já foi quase totalmente degradada, existindo somente atividade agropecuária.

    Enquanto isso, ressaltam as unidades do MPPR no documento, vários outros municípios e localidades do Paraná contam com importantes áreas naturais em bom estado de conservação que estão desprovidas de bases de policiamento ambiental e sujeitas a várias ameaças. A manutenção do posto, portanto, não possui interesse público. 

    A unidade teria sido construída em 2015 com o objetivo de assegurar a prestação dos serviços privados à organização criminosa, bem como a outros ruralistas, que também pagavam quantias aos policiais militares. Até que seja finalizada a entrega legal do imóvel, o MPPR recomenda que somente deve ser mantido no local um policial militar de plantão. Foi concedido prazo de dez dias para que os destinatários manifestem-se acerca do acatamento. 

    Denúncia – Como resultado das investigações da Operação Cachoeira, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público apresentou denúncia criminal contra sete proprietários rurais e empresários por associação criminosa armada e corrupção ativa.

    A denúncia foi oferecida no dia 7 de agosto à Vara Criminal de Assaí, pelo núcleo de Londrina do Gaeco. Conforme apurado, os policiais militares lotados no posto, localizado na Rodovia PR-218, recebiam vantagens indevidas para garantir a segurança de propriedades rurais e, eventualmente, permitir a ocorrência de crimes ambientais.

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