Paraná

Polícia investiga vítima civil ferida a tiro em Guarapuava

Uma sucessão de eventos dramáticos revela clima de caos e tensão vivido pelas forças de segurança em Guarapuava

Da Redação ·
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fonte: Reprodução Arquivo Assessoria de Imprensa da Prefeitura
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A ação de um grupo de marginais na noite deste domingo (17)em Guarapuava vem, aos poucos, ganhando relatos que mostram a dimensão do ocorrido. Dos dois policiais militares emboscados por parte da quadrilha na saída do 16º. Batalhão da Polícia Militar, um já estaria fora de perigo e o outro, atingido na cabeça, estaria em coma no hospital. Uma terceira vítima - única atendida pelo Samu -, ferida em condições ainda não esclarecidas, está hospitalizada e vai ser investigada em inquérito policial.

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Apesar de toda a confusão gerada com a tentativa de assalto e a ação policial na cidade, desde a noite de domingo e madrugada de segunda (18), o Samu de Guarapuava atendeu uma única ocorrência. E foi dramático. Por quase três horas os atendentes do Samu monitoraram a vítima por telefone, trocando informações com uma pessoa, responsável pelo chamado. Eles não puderam ir até o local para atendimento por conta da movimentação policial que acontecia no local, próximo da empresa de transporte de valores, que seria alvo dos assaltantes e onde ocorreu trocas de tiros entre a PM e membros da quadrilha de assaltantes.

Um atendente da unidade relatou à TNonline nesta manhã de segunda-feira (18) que um chamado feito entre às 22h40 e 22h45 dava conta de um homem, na faixa de 30 anos, ferido a tiros. O homem estaria numa loja de conveniência, nas proximidades da empresa de transporte de valores, considerada alvo da tentativa de assalto que tumultuou a cidade.

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No entanto, por causa da ação policial, e para segurança dos socorristas, o Samu não pode sair de imediato para atendimento. Entre o chamado e o atendimento presencial da vítima, foram mais de 3 horas de intervalo, segundo o funcionário do Samu. Em coordenação com a PM, o Samu só foi ao local depois da situação da tentativa de assalto não estar mais concentrada naquela região da cidade e também só pode chegar ao atendimento depois que uma viatura da PM foi na frente e fez a averiguação inicial. "Até então, a gente conversou com o homem da loja a cada 15 minutos, por telefone", disse o funcionário.

O homem atendido apresentava ferimentos com arma de fogo. Ele teria perdido o dedo mínimo da mão direita e apresentava uma fratura exposta no braço esquerdo, decorrente de tiro. “Como não se sabe se era um civil ou alguém envolvido no crime, todo o procedimento foi realizado com cautela”, relatou o atendente. Segundo ele, a polícia acompanhou a ocorrência e a vítima será investigada para saber as circunstâncias dos ferimentos. O homem foi levado pelo Samu ao Instituto Virmond.

Durante a coletiva realizada nesta manhã, autoridades de segurança pública confirmaram essa terceira pessoa ferida, mas não falaram em investigações e nem deram mais detalhes, apenas informando que o homem estaria fora de perigo. Informações não confirmadas davam conta de que poderia se tratar de um policial civil.

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DRAMA

Um dos maiores dramas da ocorrência foi relatada por um blog de notícias policiais, o Plantão190, que informa que teria conseguido falar com policiais envolvidos na ação.

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Segundo relato, três policiais militares da unidade do canil do 16º BPM foram emboscados na saída do batalhão, quando iriam em atendimento à ocorrência do assalto na cidade. Já na saída do batalhão, a viatura em que estavam foi alvejada por um grupo de bandidos, que usou armamento de calibre pesado, como .556mm, .762mm e .50mm.

Um PM, que teria sido identificado como Ricieri Chagas foi atingido no rosto e seu colega, identificado como Bonato, levou um tiro na perna, inclusive resultado em fratura exposta. O motorista da viatura ainda teria conseguido conduzi-la até os fundos do batalhão, sob fogo dos bandidos.

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Bonato, atingido na perna, teria saído da viatura e, caído no chão, se arrastou até um mato e ainda teria trocado tiro com os marginais. Um outro PM, mesmo com viatura praticamente destruída, conseguiu ir até hospital, levando Ricieri Chagas, atingido na cabeça.

Enquanto isso, no mato, Bonato conseguiu chamar apoio pelo radio e várias viaturas foram ao local, quando houve nova troca de tiros. Um PM do Choque, que estaria de férias, teria conseguido pular o muro fundos do Batalhão, quando pode atirar contra os veículos dos marginais, que pareciam blindados, conforme teriam relatado policiais. Bonato foi resgatado e encaminhado ao hospital.

Os dois policiais foram encaminhados pela PM ao Hospital São Vicente, de Guarapuava.