Paraná

Paraná mantém destaque nacional em transplantes de órgãos

Ao todo, foram registradas 412 doações efetivas de órgãos, que resultaram em 1.468 transplantes, além de 395 procedimentos de medula óssea

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Paraná mantém destaque nacional em transplantes de órgãos
fonte: SESA

Nesta terça-feira (15), a Secretaria de Estado da Saúde informou que o Estado do Paraná manteve altos índices de transplantes de órgãos em 2021. Além de permanecer na liderança nacional por milhão de população (pmp) em transplantes de rim e segundo lugar em transplantes de fígado, o Paraná é um dos quatro estados brasileiros que realizaram transplante de pulmão no ano passado.

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“O Sistema de Transplantes do Paraná é um dos melhores do Brasil desde a entrevista familiar até a realização do procedimento. Temos uma grande estrutura de profissionais capacitados, a menor recusa em doações do país e tivemos um recorde histórico no número de notificações no ano passado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ao todo, foram registradas 412 doações efetivas de órgãos, que resultaram em 1.468 transplantes, além de 395 procedimentos de medula óssea. Os dados são do balanço anual do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgado nos últimos dias.

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Segundo a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), Juliana Ribeiro Giugni, os números também são reflexo do apoio da população. “Isso é fruto de um trabalho que vem sendo realizado ao longo dos anos, que inclui a capacitação dos profissionais e a solidariedade dos paranaenses em dizer sim cada vez mais para a doação”.

Além da solidariedade, o sucesso na realização de transplantes também está ligado a estrutura de logística para transporte e segurança dos órgãos. Doadores que estejam a mais de 200 quilômetros de distância do receptor, recebem apoio aéreo para agilizar o procedimento. Pelo menos cinco aeronaves do Governo do Estado dão este suporte. Somente em 2021 foram realizadas 65 missões de voo para o transporte de 194 órgãos.


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Destaque Nacional

Ainda segundo o documento, nacionalmente, os números de transplantes renais e hepáticos (de fígado) registraram queda de 2% em relação a 2020. O Paraná manteve o bom desempenho dos anos anteriores e ficou bem acima da média do país, registrando em números absolutos, 442 transplantes de rim (38,4 pmp) e 252 de fígado (21,9 pmp). A média nacional para os procedimentos fechou em 22,4 pmp e 9,6 pmp, respectivamente.

O Estado também aparece entre as seis unidades da federação que realizaram transplantes de pâncreas no último ano, com oito procedimentos (0,7 pmp). Já com relação a medula óssea, dentre os 13 estados, o Paraná ocupa a quarta colocação, num total de 395 procedimentos (34,3 pmp), quase o dobro da média do país (18,1 pmp).

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O destaque do Estado também pode ser observado com relação aos transplantes pediátricos. O Paraná é líder entre os 11 estados que realizam transplantes de medula óssea nesta modalidade, com 118 procedimentos realizados (36,0 pmp), mais que o triplo da média nacional (9,8 pmp).

Já com relação aos transplantes de fígado pediátricos, dentre os 12 estados, o Paraná ocupa a terceira colocação, num total de 23 procedimentos (7,0 pmp), o dobro da média do país (3,7 pmp); e fica em quarto lugar dentre os 14 estados que realizam transplantes de rim pediátricos, com 25 procedimentos (7,6 pmp), acima da média do Brasil de 4,9 pmp.

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Segundo o SET, cerca de 2,7 mil paranaenses aguardam na fila por um transplante. “Sabemos que é uma espera angustiante e por isso pedimos que a população continue fazendo a diferença. Quanto mais doações tivermos, mais transplantes faremos”, ressaltou a coordenadora.


Doações

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Em 2021, o Estado registrou recorde histórico de notificações de potenciais doadores, com 1.257 registros. A notificação é fruto de um trabalho de sucesso do SET, estruturado pela Central Estadual de Transplantes (CET/PR) com quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPO’s) que atuam com as 67 Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) nas ações de identificação de potenciais doadores, acolhimento e entrevista familiar para doação de órgãos e tecidos.

Após o aceite da doação, todos os potenciais doadores são testados para a Covid-19, por meio de exame RT-PCR, considerado padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de demais exames de rotina para assegurar o bom estado dos órgãos para transplantes. No último ano, 514 doações foram descartadas por contraindicação clínica, o que representou 41% do total de doações. Destas, a maioria por detecção do coronavírus e/ou o contato recente com casos confirmados da doença.

“Somos líderes em testagem de RT-PCR para a Covid-19 desde o início da pandemia e com os doadores não seria diferente. Essa testagem dá mais transparência e segurança na hora de realizar os procedimentos, tanto para o receptor quanto para os profissionais envolvidos”, afirmou Beto Preto.

O Paraná ficou em segundo lugar em doações efetivas na média pmp (35,8) atrás de Santa Catarina (40,5 pmp). Os dois estados são os únicos da federação que atingiram números acima de 22 pmp segundo o RBT. A média do país é de 15,1 pmp. Em números absolutos, o Estado também ocupa a segunda colocação, atrás de São Paulo (995 doações), que possui quase quatro vezes mais habitantes que o Paraná.

A queda no número efetivo de doações está diretamente ligada à pandemia e foi registrada em todo o país. Segundo a ABTO, “a principal causa da queda na taxa de efetivação da doação foi o aumento de 60% da taxa de contraindicação à doação, que passou de 15% em 2019 para 24% em 2021”.


Fonte: Secretaria de Estado da Saúde.