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    Médico do Paraná é agredido após defender lockdown

    Médico do Paraná é agredido após defender lockdown
    Foto por Reprodução/Instagram
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 01.03.2021, 21:22:14 Editado em 01.03.2021, 21:23:03
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    O infectologista José Eduardo Mainart Panini informou nesta segunda-feira (1º), ter sido vítima de agressões por defender o lockdown em Toledo, no Paraná. Em uma rede social, o médico contou ter levado chutes e socos após defender a medida de isolamento.

    O médico contou que a agressão ocorreu na última sexta-feira (26), após ele alertar sobre os riscos da covid-19 se não houver isolamento. Dois conhecidos o teriam agredido, um segurou e o outro deu os golpes.

    "Ao alertar os riscos a pessoas conhecidas, a resposta que me foi dada foram chutes e socos, enquanto um me segurava o outro me agredia. Enfim, pessoas assim que ajudaram a situação chegar onde está", escreveu o médico em sua do Instagram. 

    Também na postagem, José Panini reforçou a necessidade de isolamento para controle do novo coronavírus. "Baseado nos números não há mais nada a fazer, senão as coisas só piorarão", disse. O infectologista, que atua no sistema público de saúde de Toledo (PR), ainda afirmou que não vai desanimar e desejou força aos trabalhadores da saúde.


    Repúdio ao ato

    Em nota, a prefeitura de Toledo repudiou as ações contra o médico, que é servidor público do município. "Entendemos que toda a agressão é injustificável e inaceitável", diz trecho do texto. O comunicado também aponta que a agressão ocorreu fora do ambiente e horário de trabalho do médico. Mas que o município se coloca à disposição do infectologista "para todo o suporte que for necessário".

    O Centro Acadêmico de Medicina de Toledo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) também publicou uma nota de repúdio às agressões. "Estamos extremamente indignados com a situação, visto que o trabalho do Dr. José Eduardo e dos demais médicos é de orientar a melhor forma para enfrentarmos a pandemia, baseados em evidências científicas e boletins epidemiológicos". O grupo também disse que o infectologista é um exemplo aos alunos da UFPR.



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