Jovem atingida por árvore em Curitiba (PR) não recebe alta e passará por nova cirurgia
Expectativa de alta foi interrompida após exame indicar nova cirurgia nesta sexta-feira (10)

O resultado da ressonância magnética aguardado pela jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, não trouxe as notícias esperadas pela família. Após a expectativa de uma possível alta hospitalar, a mãe da jovem, Vanessa Stubinski, revelou que a filha precisará passar por uma nova cirurgia, marcada para esta sexta-feira (10).
“Devido à gravidade da lesão, os médicos esperavam que uma fístula fosse absorvida naturalmente pelo organismo. Infelizmente, isso não aconteceu. Essa alteração é a provável causa das fortes dores de cabeça que ela vem apresentando nos últimos dias. Por esse motivo, ela será transferida amanhã novamente para o Hospital do Trabalhador, onde a equipe realizará a cirurgia na sexta-feira”, explicou Vanessa em uma postagem nos stories de sua rede social.
O exame que definiu os novos rumos do tratamento foi realizado na última quarta-feira (8). Ana Beatriz estava internada desde 25 de junho no Centro Hospitalar de Reabilitação, no bairro Cabral, passando por fisioterapia intensiva. No entanto, após relatar dores de cabeça e ser diagnosticada com uma infecção urinária, a equipe médica solicitou a ressonância.
Apesar do revés, a família mantém o otimismo. Vanessa agradeceu pelas manifestações de solidariedade e pediu que as pessoas continuem rezando pela recuperação da filha. “Quem permanece em Deus, encontra força para continuar”, destacou.
O acidente e o tratamento
Ana Beatriz perdeu o movimento das pernas no dia 13 de junho, após ser atingida pelo tronco de uma árvore enquanto visitava a Feirinha de Inverno na Praça Osório, no Centro de Curitiba. O impacto lesionou gravemente sua medula espinhal.
Na tentativa de reverter o quadro de lesão completa, a jovem foi submetida a um tratamento experimental no dia 17 de junho. O procedimento, realizado no Hospital do Trabalhador, utilizou polilaminina — uma proteína derivada da laminina e encontrada principalmente na placenta humana. Dias após a aplicação, Ana Beatriz chegou a relatar sensações de formigamento nos membros inferiores, o que foi avaliado pelos médicos responsáveis como um sinal de prognóstico positivo.
