Paraná

Idoso tinha feridas limpas com água sanitária, diz cuidadora

Um idoso já tinha morrido neste asilo em função de maus-tratos.

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Idoso tinha feridas limpas com água sanitária, diz cuidadora
fonte: Divulgação
Idoso tinha feridas limpas com água sanitária, diz cuidadora

Mais um idoso teria morrido em função de maus-tratos num asilo que foi interditado no começo deste mês pelo Ministério Público, em Maringá. Conforme relatos de uma funcionária do local, as feridas na pele da vítima eram limpas com água sanitária.

continua após publicidade

Alaor Gregório tinha 77 anos era um advogado conhecido na cidade, trabalhou por muitos anos na Câmara Municipal. Na semana passada, ele morreu e, segundo o Ministério Público, uma das causas da morte teria sido úlceras de pele.

O MP apura se ele foi vítima de maus-tratos. Um idoso já tinha morrido neste asilo em função de maus-tratos.

continua após publicidade

Por isso, além de interditar o asilo, o MP pediu a prisão da proprietária do local, que foi e continua presa. A filha da proprietária do asilo responde processo em liberdade. Além da acusação de maus-tratos, há indício de prática de tortura, diz a promotora de Justiça Michele Nader.

“A declaração de uma das testemunhas que trabalhou no local afirma que a proprietária do local limpava as feridas com água sanitária. O Ministério Público apura além dessa situação a relação da morte desse idoso com suposto maus tratos ou até mesmo uma tortura por parte da proprietária da clínica e da sua filha”, explica a promotora.

Quando houve a interdição do asilo, a promotoria destacou que todos os idosos mantidos no local deveriam ser encaminhados a suas famílias em até 48 horas. Eram 12 idosos ao todo.

continua após publicidade

Segundo o MP, desde 2018 a instituição e outras entidades municipais acompanhavam notícias de irregularidades relacionadas ao asilo, como falta de licenças e documentação, presença de funcionários não qualificados e problemas de ordens estrutural e sanitária, dentre outros.

A dona do estabelecimento, entretanto, sempre apresentou às autoridades justificativas que davam a entender que havia uma preocupação com o cuidado dos internos e que as ilegalidades seriam corrigidas.

Com informações : GMC Online  e CBN Maringá