Paraná

Governo reage e diz que mantém diálogo com policiais civis

Entidades que representam delegados do Paraná emitiram nota no fim de semana com orientações que basicamente restringem serviços da Polícia Civil no Estado

Da Redação ·
Imagem ilustrativa
fonte: PCPR
Imagem ilustrativa

O Governo do Paraná reagiu à nota de protesto emitida no fim de semana pelas entidades que representam os delegados da Polícia Civil no Estado, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol) e pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Sidepol). As entidades emitiram uma série de orientações à categoria no Paraná, depois de uma assembleia realizada na noite de sexta-feira (1º.) e, nas justificativas, fazem diversas críticas à forma como o governo estaria tratando das demandas dos profissionais de segurança pública.

continua após publicidade

Nesta segunda-feira (04), questionado por conta do comunicado das entidades, o Governo do Paraná emitiu uma nota, a partir da Agência Estadual de Notícias, tratando sobre o tema. Na nota, o governo informa que “instituiu na semana passada o reajuste na tabela dos vencimentos da Polícia Civil, com ganho superior a R$ 1.000,00 em algumas classes” e amplia, destacando que o mesmo projeto teria instituído “mudanças significativas no órgão e que estavam represadas”.

Segundo o documento do estado, “Um dos aspectos é a regularização da designação de delegados para atuarem em mais de uma unidade policial, com gratificação de 15% sobre o salário”, e que também teriam sido criadas 72 novas Funções Privativas, “o que assegura salário diferenciado para cargos de gestão”.

continua após publicidade

Em sua resposta ao posicionamento das entidades que representam delegados e investigadores da Polícia Civil, o governo do Paraná ainda destaca que “nos últimos anos também foram adquiridos 2,4 mil computadores, 5 mil pistolas Beretta APX Full Size 9mm, kits completos de uniforme (pela primeira vez na história), novas identidades funcionais, novos sistemas para trabalhar nos procedimentos de Polícia Judiciária e 371 veículos”. Conforme a nota, “o Paraná também tirou definitivamente a Polícia Civil da custódia dos presos, encerrando dívida histórica com a categoria”.

Por fim, o estado afirma, em nova, que “mantém diálogo aberto com os investigadores e delegados e busca solucionar todas as demandas da segurança pública”. Conforme a nota, “os desafios são grandes porque se avolumam há décadas, mas o Paraná segue apoiando o funcionalismo dentro dos parâmetros legais e das regras orçamentárias”.

continua após publicidade

POSICIONAMENTO

A Adepol e o Sidepol divulgaram uma série de orientações aos delegados de polícia no sábado (02). Entre as principais, as entidades pedem que os delegados não façam mais entrevistas à imprensa, cujas demandas devem ser todas centralizadas em Curitiba, no comando da Polícia Civil e que os delegados não participem mais de forças-tarefas, além de gozarem dos períodos de descanso semanal.  

Para justificar as decisões, as entidades apresentam considerações, como a alegada defasagem superior a 30% nos subsídios dos Delegados de Policia; a redução do orçamento da Polícia Civil e o fato de o Paraná ser, entre os estado do Sul do país, o que menos investe na Polícia Civil.

Uma das informações mais graves apresentadas pelas entidades, dá conta de que o Paraná, pela falta de investimentos, é atualmente o estado que tem o menor número de delegados de Polícia em proporção per capita do Brasil. Segundo as entidades, são apenas 341 servidores ativos, num quadro funcional que legalmente deveria ter 780. Por isso, dos seus 399 municípios, apenas 121 contam com um delegado designado.