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Fecomércio enxerga recuperação do comércio após impacto da pandemia

Foto por Reprodução
Escrito por Da Redação
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Vários setores do comércio foram atingidos com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Depois de um período de queda nas vendas, a Fecomércio-PR enxerga uma recuperação nos últimos meses, com a expectativa de que as vendas de dezembro sejam as melhores dos últimos anos. A análise é de Rodrigo Rosalem, diretor de Planejamento e Gestão do órgão, que concedeu entrevista ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia. “Nosso otimismo é moderado, mas temos certeza de que o pior já passou”, diz Rosalem.

De acordo com ele, a palavra chave para este momento é recuperação. “Temos indicadores que analisamos na Fecomércio de que os índices tiveram uma queda abrupta no início da pandemia, mas que vêm se recuperando. Na prática, vemos um crescimento gradativo, cada mês sendo melhor que o anterior”, analisa. “O Natal é a data mais importante para o comércio, com injeção de recursos na renda das famílias com o décimo terceiro. Em muitos setores, dezembro é o mês que salva o ano. Entendemos que neste ano os presentes podem ser uma forma de compensar o distanciamento, por isso a expectativa é de que este ano seja melhor, inclusive se comparado a anos anteriores”, pondera.

Para entender o processo, é preciso relembrar os impactos das medidas de distanciamento social para o setor. “Precisamos resgatar o histórico de como tem sido os impactos da pandemia. A crise começou no final de março. O mês de abril foi muito dramático. Não conhecíamos a doença e as medidas preventivas. A mensagem dos órgãos oficiais dizia que era preciso fechar o comércio. Por isso, o mês de abril foi dramático, com muitas empresas sem faturamento”, relembra.

A experiência da sociedade ao lidar com o novo coronavírus ajudou a mudar o cenário. “A partir do mês de maio, começamos a aprender a lidar com a doença, com algumas flexibilizações nas medidas de isolamento, já permitindo a abertura do comércio. De lá para cá, estamos evoluindo nesse processo. Temos gradativamente recuperando parte dessas perdas”, explica Rosalem.

Para chegarmos a este momento de “otimismo moderado”, os comerciantes tiveram de se reinventar e fazer uma série de adaptações para sobreviver à crise. “A adaptação dos comerciantes vem desde antes da abertura para atendimento físico, com as reinvenções dos negócios, a mudança no modo de se comunicar, a criação de nova formas de vender e entregar os produtos. Essa foi a alternativa quando não podíamos abrir. Hoje, as medidas preventivas já são muito claras. Os protocolos são bem estabelecidos e trazem sensação de segurança. O nível de responsabilidade dos empresários do comércio é muito intenso e visível”, diz.

 Mesmo assim, alguns setores do comércio tiveram mais perdas. Rosalem explica que as pequenas empresas foram as que mais sofreram. “Elas não têm um fôlego de caixa para passar por longas turbulências. Muitas infelizmente não conseguiram passar por esse momento”, analisa. Ainda assim, alguns tiveram crescimento durante a pandemia, como é o caso do setor supermercadista, de farmácias e de móveis e decoração, que teve um desempenho surpreendente. Já os segmentos de vestuário e calçados tiveram um desempenho negativo e ainda sofrem com os efeitos da pandemia. “Estes setores vão ter bastante dificuldade para superar as perdas”, encerra. 

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