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Editoras de universidades contribuem com produções no Paraná

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Escrito por Da Redação
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Há quase 30 anos, as editoras das universidades estaduais do Paraná têm direcionado, por meio de livros, a produção intelectual da comunidade universitária. Os acervos incluem a produção científica, artística e cultural, a partir de dissertações e teses adaptadas, projetos de ensino, pesquisa e extensão e obras literárias.

Segundo o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado, Aldo Nelson Bona, o panorama editorial das instituições de ensino superior evidencia uma contribuição inovadora do ponto de vista científico e cultural, em termos de qualidade nas edições e nos catálogos. “Os livros são aliados na formação profissional, favorecendo o aprendizado técnico e aprimorando o conhecimento teórico e específico nos mais diversos campos da ciência”, afirma.

As editoras das instituições estaduais atuam na composição de bibliotecas acadêmicas, objetivando a difusão do conhecimento e a produção de bibliografia, por meio da publicação seletiva de trabalhos produzidos e desenvolvidos nas respectivas instituições de ensino superior.

Da mesma forma, a tradução de obras é essencial para os estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação. “As editoras universitárias devem ser compreendidas como ferramentas educacionais na formação dos profissionais para os segmentos produtivos”, enfatiza o superintendente.

Juntas, as sete editoras das universidades paranaenses somam mais de 2,5 mil obras, entre títulos impressos e e-books, com International Standard Book Number (ISBN) próprios e outros viabilizados em coedições e parcerias nacionais e internacionais. O ISBN é um sistema internacional de identificação de livros e softwares, que utiliza números para classificá-los por título, autor, país, editora e edição.

O tempo para a publicação de uma obra varia entre as editoras, se estendendo por até 10 meses, em média, considerando várias etapas, tais como: apresentação de proposta, avaliação, aprovação, contratação, edição, diagramação, revisão, impressão, lançamento e distribuição. Esse período varia, principalmente, em livros de diagramação mais complexa, que exigem tratamento de imagens, aplicação de tabelas, fórmulas e equações. Geralmente, em obras unicamente digitais, o processo tem duração reduzida.

Entre as prioridades para publicação, estão os títulos que abrangem as atividades vinculadas aos eixos ensino, pesquisa e extensão. Muitas publicações derivam de dissertações e teses produzidas nos programas de pós-graduação. As editoras também publicam propostas de autores independentes, previamente aprovadas pelos conselhos editoriais, e seguindo o mesmo processo de tramitação.

Os catálogos das editoras dispõem de livros de diferentes áreas de conhecimento: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biotecnologia, Ciências Agrárias, Ciências Políticas, Ciências da Saúde, Ciências Sociais, Comunicação, Direito, Economia, Educação, Engenharia, Filosofia, Geografia, História, Linguística, Psicologia, Tecnologia da Informação, entre outras.

Para o diretor da Regional Sul da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), Rodrigo Tadeu Gonçalves, as editoras são essenciais no sistema de ensino e pesquisa, e ocupam lugar de destaque no setor livreiro. “Atuamos em um nicho de produção de material voltado ao ensino superior, resultante de pesquisas científicas, além de conteúdos de cunho cultural, literário e artístico, que não teriam espaço no mercado convencional”, afirma.

Ele ressalta que o objetivo é formar catálogos especializados de impacto educacional, constituindo espaço de difusão científica e cultural, a partir de uma seleção segundo a potencialidade intelectual das obras. “Os livros passam por avaliação de conselhos editorais que decidem sobre as publicações com base no mérito e não apenas no potencial de vendas”, pontua o diretor.

As publicações das editoras universitárias são superiores nas avaliações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituição vinculada ao Ministério da Educação, que atua na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado). Exemplo disso é o Qualis Livros, uma classificação sobre a produção intelectual em diferentes modalidades, que contempla trabalhos acadêmico-científicos, técnicos e artísticos, desenvolvidos nos programas de pós-graduação.

EDITORAS – Com 28 anos de atuação, as editoras da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) são as mais antigas, entre as sete instituições estaduais de ensino superior do Paraná. Desde 1992, a editora da UEM publicou 437 títulos independentes, sendo oito no formato e-book, e 255 obras de coletâneas.

Em 2019, a editora teve o livro Hortaliças-fruto contemplado em terceiro lugar, no 5º Prêmio da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), na categoria de Ciências Naturais e Matemáticas. O diretor da editora da UEM, José Paulo de Souza, participou da cerimônia de entrega da premiação, ocorrida em São Paulo, juntamente com os professores José Usan Torres Brandão Filho e Paulo Sérgio Lourenço de Freitas, ambos organizadores da obra.

“Temos trabalhado para manter a capacidade editorial ativa, de forma a estimular a disseminação de conhecimento e contribuir para a retomada da atividade econômica e social. A expectativa é transformar as restrições impostas pelo atual contexto de pandemia em oportunidades reais de elevação da capacidade de difusão de conhecimento”, explica o diretor.

A editora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que completou 25 anos em 2020, já publicou e lançou cerca de mil títulos, sendo 290 (95 impressos e 195 e-books) nos últimos cinco anos. Os alunos da instituição contam com descontos entre 90% e 100% no catálogo de e-books e de 20% a 50% nos livros impressos. Os servidores também têm descontos especiais. Além disso, um convênio com a Prefeitura de Londrina possibilita acesso gratuito aos e-books da editora para os professores da rede municipal.

“Esperamos fazer parcerias institucionais e empresariais para a criação de livros em formato digital, incluindo a comercialização desses produtos editoriais”, sinaliza o diretor da editora da UEL, Luiz Carlos Migliozzi Ferreira de Mello.

A cada ano, as editoras participam de várias feiras de livros, que têm como objetivo incentivar e despertar a formação de leitores. A Editora da UEPG está presente desde segunda-feira (09) na Festa do Livro da Universidade de São Paulo (USP). Neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, o evento está é totalmente em ambiente virtual.

A participação do público na Festa do Livro é gratuita, e o desconto mínimo para a aquisição dos livros do catálogo da editora é de 50% sobre o preço de capa. O evento segue até o próximo domingo (15), no seguinte endereço eletrônico: http://paineira.usp.br/festadolivro/.

Os livros das editoras das universidades estaduais do Paraná são divulgados e comercializados por e-commerce. Confira os sites e contatos das editoras:

Universidade Estadual de Londrina (UEL)(43) 3371-4674http://www.eduel.com.brcontato@eduel.com.br

Universidade Estadual de Maringá (UEM)(44) 3011-4103http://www.eduem.uem.br/#/eduem@uem.br

Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)(42) 3220-3306https://portal-archipelagus.azurewebsites.net/farol/eduepg/vendas.editora@uepg.br

Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)(45) 3220-3027https://portal-archipelagus.azurewebsites.net/farol/edunioeste/livraria.edunioeste@unioeste.br

Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)(42) 3621-1339https://www3.unicentro.br/editora/editora@unicentro.br

Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)https://uenp.edu.br/editoraeditora@uenp.edu.br

Universidade Estadual do Paraná (Unespar)http://campomourao.unespar.edu.br/editoraeditorafecilcam@unespar.edu.br

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