Desaparecimento de primas no PR completa 30 dias; veja o que a polícia sabe até agora
Letycia e Sttela foram vistas pela última vez em uma boate de Paranavaí; principal suspeito teve prisão preventiva decretada

O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completa um mês nesta quinta-feira (21). Vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril em uma boate na cidade de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, as jovens não fizeram mais contato com familiares desde então. A Polícia Civil trata o caso como um possível duplo homicídio, com chance de enquadramento por feminicídio, e realiza buscas para localizar o principal suspeito, de 39 anos, que teve a prisão preventiva decretada e encontra-se foragido desde o final de abril.
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O trabalho investigativo revelou que o homem se aproximou das vítimas utilizando o nome falso de "Davi" e as convidou para uma festa. Imagens de câmeras de segurança registraram as jovens saindo de Cianorte na noite de 20 de abril, a bordo de uma caminhonete que, segundo a polícia, era clonada e estava sendo dirigida pelo suspeito. O veículo foi rastreado horas depois passando por Jussara, onde uma das vítimas buscou uma mochila na casa da mãe. Na sequência, o trio seguiu viagem pela rodovia PR-323 no sentido Maringá.
Ainda durante a madrugada, as jovens chegaram a fazer postagens nas redes sociais de dentro do veículo. Por volta da 1h10, o suspeito e as primas foram filmados entrando em uma casa noturna de Paranavaí, com imagens internas mostrando as duas de mãos dadas ao lado do homem. O último registro de conexão à internet de Sttela ocorreu às 3h17, enquanto Letycia perdeu a conexão ainda mais cedo por não ter pacote de dados móveis. Dias após o sumiço, o suspeito retornou sozinho a Cianorte sem a caminhonete e, em seguida, fugiu utilizando uma motocicleta e deixando seu aparelho celular para trás.
A polícia também apurou que o suspeito, conhecido na região pelos apelidos de "Sagaz" e "Dog Dog", já possuía um mandado de prisão em aberto por um crime de roubo cometido na cidade de Apucarana em 2023. Como desdobramento do caso, na última sexta-feira (15), a ex-companheira do suspeito, de 23 anos, foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista (SP), sob a suspeita de prestar apoio financeiro e logístico para mantê-lo foragido.
As forças de segurança do Paraná e de outros estados seguem em diligências e reforçam que qualquer informação sobre o paradeiro do homem ou das jovens pode ser repassada de forma anônima e segura pelos telefones 181, 190 e 197.
