Contrato da primeira ferrovia privatizada do país termina nesta terça; futuro da Malha Sul, que corta o Paraná, segue em discussão
Paraná usa a ferrovia no escoamento agrícola e industrial, com Apucarana e municípios do Norte estão no corredor logístico de cargas

O contrato de concessão da Malha Oeste, considerada a primeira ferrovia privatizada do Brasil, chega ao fim nesta terça-feira (30), encerrando um ciclo de quase três décadas de operação pela Rumo Logística. A partir do término da vigência, o Governo Federal inicia o processo de transição para uma nova modelagem de exploração do trecho, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul, com cerca de 1,9 mil quilômetros de extensão.
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A União trabalha na elaboração de um novo leilão para a ferrovia, com expectativa de publicação de edital ainda no segundo semestre deste ano. O objetivo é definir um novo operador e reestruturar as condições de exploração do corredor ferroviário.
O encerramento da Malha Oeste ocorre em meio a discussões mais amplas sobre o futuro da Malha Sul, uma das principais redes ferroviárias do país, que conecta os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No Paraná, a malha ferroviária integra o escoamento da produção agrícola e industrial, além da ligação com terminais logísticos e portos da Região Sul. Municípios do Norte do Estado, incluindo a região de Apucarana, estão inseridos nesse corredor de transporte, utilizado historicamente para o deslocamento de cargas em longa distância.
A revisão do modelo de concessão da Malha Sul está em análise pelo Governo Federal e deve definir novos parâmetros de investimento, operação e manutenção da ferrovia nos próximos anos. A proposta faz parte do processo de reestruturação do sistema ferroviário nacional, que busca ampliar a eficiência logística e a capacidade de transporte de cargas no país.
Enquanto isso, outras frentes do setor avançam em diferentes regiões. No Centro-Oeste, a Rumo inaugurou recentemente o primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, projeto voltado ao escoamento da produção agropecuária e à ampliação da malha logística da região.

A movimentação simultânea de encerramento de concessões antigas e abertura de novos investimentos evidencia a fase de reorganização da infraestrutura ferroviária brasileira. No caso da Malha Sul, que impacta diretamente a logística do Paraná, as definições sobre o novo modelo de concessão deverão orientar a operação do sistema ferroviário regional nos próximos anos.
