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Clínica em Londrina é denunciada por tortura e sedação forçada de pacientes

Investigação identificou 25 vítimas submetidas a agressões físicas e castigos psicológicos

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Clínica em Londrina é denunciada por tortura e sedação forçada de pacientes
Autor Pacientes torturados na clínica eram obrigados a ingerir uma bebida apelidada de “danoninho" - Foto: CRM-PR

O Ministério Público (MP) denunciou os proprietários de uma clínica de reabilitação em Londrina, no Norte do Paraná, por crimes de tortura, cárcere privado e agressão contra pacientes. O estabelecimento, localizado no bairro Lago Parque, realizava internações involuntárias sem respaldo judicial ou laudos médicos, mantendo os internos sob constante violência física e psicológica como método disciplinar. Além do casal de donos, a denúncia atinge o coordenador da unidade e outros seis internos que eram cooptados para auxiliar nas práticas criminosas.

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De acordo com a investigação, o grupo utilizava métodos brutais para conter e punir as vítimas, incluindo a aplicação de golpes de estrangulamento, conhecidos como "mata-leão", e a administração forçada de sedativos. Os pacientes eram obrigados a ingerir uma mistura de medicamentos apelidada de "danoninho", que os mantinha dopados por vários dias. A denúncia, já recebida pela Justiça, detalha ainda crimes de sequestro qualificado, adulteração de produtos medicinais, falsidade ideológica, falsificação de documentos e o exercício ilegal da medicina.

O esquema operava de forma sistemática, buscando os pacientes em suas residências e levando-os à força para a unidade. Uma vez na clínica, as vítimas eram submetidas a um regime de intenso sofrimento. Até o momento, as autoridades identificaram pelo menos 25 vítimas do esquema. O MP destaca que o ambiente era marcado por castigos físicos severos, configurando tortura institucionalizada sob o pretexto de tratamento de reabilitação.

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Atualmente, a sócia da clínica e outros quatro envolvidos cumprem prisão preventiva, enquanto o proprietário da unidade permanece foragido. O estabelecimento já havia sido interditado em abril durante uma operação conjunta que envolveu o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), a Vigilância Sanitária e secretarias municipais, com o suporte das forças de segurança locais.

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