Paraná

Balneabilidade das Praias do Paraná; Confira a importância

Por que é tão importante levar em conta?

Da Redação ·
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fonte: Pixabay

Enquanto o frio não chega de vez, muitos paranaenses estão em busca de aproveitar os fins de semana em contato com o sol, e o destino dentro do Estado tem sido as praias naturais e artificiais da região.

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O problema é que muitas das praias do Estado ficam altamente contaminadas durante as épocas de veraneio, como ocorreu este ano, em que mais de 12 áreas do Estado estavam impróprias para banho entre o fim de janeiro e o meio de fevereiro, podendo gerar riscos para a população e desencadear problemas de saúde.

De 42 regiões balneárias para banho e prática de esportes, 10 estavam impróprias, em fevereiro deste ano, segundo dados do 7° Boletim de Balneabilidade do Instituto Água e Terra (IAT), que atua há mais de 30 anos realizando análises laboratoriais de acordo com o determinado pela Resolução CONAMA nº 274/2000.

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O instituto realiza o monitoramento das águas durante os períodos de maior fluxo de pessoas nas regiões, a fim de verificar a concentração de bactérias Escherichia coli (E.coli), comuns em esgotos sanitários clandestinos e fezes.

Quanto mais bactérias presentes na água, mais chances da saúde dos banhistas ser prejudicada e atingida por doenças como diarreia, gastroenterite, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta. Isso, sem falar, em outras mais graves como cólera, hepatite A e febre tifoide.

Quem frequenta as praias paranaenses e não quer correr o risco de ser infectado por alguma das bactérias presentes nas águas e areias dos locais, especialmente durante épocas de temporada, pode acompanhar o boletim de balneabilidade através de um aplicativo chamado “Balneabilidade Estado do Paraná” ou pelo site www.iat.pr.gov.br.

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Fora das temporadas, quando o clima fica mais fresco, as condições das águas e areias da região ficam consideravelmente melhores, mas é justamente nessa época que os paranaenses também estão trabalhando e estudando, o que faz com que reste pouco tempo para usufruir do lazer nas praias, além do clima já não ser tão propício para certas atividades, como é no verão.

Isso tem feito com que muitos sulistas tenham migrado para o Nordeste durante as férias e feriados, a fim de aproveitar águas limpas e claras em ambientes naturais.

Alguns dos destinos mais procurados tem sido Natal, no Rio Grande do Norte, considerada o destino turístico mais buscado no verão brasileiro, recebendo mais de 3 milhões de visitantes por ano, em praias como Ponta Negra, a mais famosa da região.

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As praias de Natal fomentam o turismo da região Nordeste, fazendo com que muitos paranaenses deixem suas localidades para conhecer outros destinos com belezas naturais, ajudando a desenvolver a economia de todo o Rio Grande do Norte.

Não é possível dizer com certeza que se houvesse maior investimento na balneabilidade e na infraestrutura das praias do Paraná, mais pessoas se manteriam na região durante as férias e feriados, e nem ao menos afirmar que o turismo das cidades com praias naturais ou artificiais seria melhorado, mas é certo que as pessoas se sentem mais seguras e confortáveis para desfrutar do lazer em locais limpos e bem estruturados.

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Não é raro ouvir um paranaense dizer que vai passar as férias nas praias de Natal, mas quantas pessoas da região Nordeste vêm de como turistas para o Paraná?

Importa dizer que, assim que o movimento da temporada diminui, as praias do Estado voltam a ter a balneabilidade melhorada, como se pôde perceber no 9.º boletim do IAT, emitido apenas duas semanas após ter constatado que 10 regiões estavam impróprias.

Em menos de 15 dias, a inspeção verificou que apenas 4 locais continuavam com más condições para banho, porém, mais da metade do verão já tinha se passado e as aulas já haviam retornado, fazendo com que muita gente já não pudesse aproveitar as melhores condições para os passeios.

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Para piorar a situação turística da região, este ano, segundo informações do 3.º Comando Regional de Bombeiro Militar, 28 pessoas foram atacadas por piranhas na costa oeste do Paraná, na praia de Jacutinga, em Itaipulândia.

Os ataques teriam sido ocasionados por causa da piracema, fase de reprodução dos peixes, somada ao aumento da quantidade de pessoas nas praias de água doce da região.

O resultado, claro, foi o afastamento das pessoas da praia, em especial, famílias que frequentavam o local com crianças.

Embora pareça que a questão da balneabilidade ou da preocupação com as praias seja algo diretamente conectado com a secretaria de meio ambiente da região, é interessante utilizar os casos do Nordeste como modelo em diversos aspectos, tanto na questão protetiva das regiões praianas quanto do marketing, da economia e do turismo, pois integrar essas áreas faz com que as pessoas frequentem mais as praias, o que faz com que comerciantes e empresários desenvolvam atividades na região, permitindo que haja maior divulgação do local, tornando as regiões mais conhecidas, mais visitadas e, por fim, economicamente mais ativas.

Porém, se tudo isso for feito sem planejamento, volta-se à estaca zero, em que sempre que houver maior visitação das praias paranaenses, haverá problemas de balneabilidade, tornando o local arriscado para a população local e para os visitantes.


Redação: Bruna Bozano.

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