Aluno de 13 anos agride professora com soco e faz ameaça de morte em colégio cívico-militar no Paraná
Caso ocorreu em Campo Mourão após estudante ser advertido por comportamento inadequado; circuito de segurança desmentiu alegação de legítima defesa

Uma professora foi agredida com um soco no rosto e ameaçada de morte por um aluno de 13 anos dentro do Colégio Cívico-Militar Marechal Rondon, em Campo Mourão, na região do centro-ocidental paranaense. A ocorrência foi registrada pela Patrulha Escolar da Polícia Militar após o adolescente desferir o golpe na região do olho da docente e afirmar que tinha a intenção de matá-la. O estudante foi contido nas dependências da instituição de ensino e encaminhado à delegacia da Polícia Civil acompanhado por sua mãe e por um advogado para os procedimentos legais.
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A agressão ocorreu durante um ensaio de dança para as festividades juninas com uma turma do 7º ano, logo após a professora repreender o adolescente por praticar um ato inadequado contra um colega de classe. De acordo com o boletim policial, o jovem retornou inicialmente em silêncio para a sua carteira, mas surpreendeu a docente com o impacto físico no momento em que ela reorganizava a sala de aula. O ataque resultou em lesões nas regiões superior e inferior da sobrancelha da vítima, além de causar forte abalo emocional e estado de pânico.
Após o ocorrido, o aluno buscou se esconder próximo ao refeitório do colégio, onde foi localizado pela direção escolar e pelo monitor militar da unidade. Ao ser questionado pelas autoridades, o menor alegou que havia agido em resposta a um tapa anterior desferido pela professora. Contudo, a análise das imagens das câmeras do circuito interno de segurança do colégio desmentiu a versão do estudante, comprovando que a docente apenas tocou levemente o ombro dos alunos para orientá-los a retornar aos seus assentos, antes de ser golpeada sem qualquer chance de defesa.
O Núcleo Regional de Educação informou que a professora recebeu atendimento médico ambulatorial e se encontra em período de recuperação de afastamento institucional. O órgão governamental esclareceu ainda que o aluno foi temporariamente entregue aos cuidados de seus familiares e que uma reunião de emergência com os responsáveis foi agendada para definir as medidas disciplinares aplicáveis e o melhor encaminhamento de atendimento para o jovem, considerando a gravidade de sua conduta no ambiente escolar.
Com informações do Tá Sabendo.
