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Combustíveis, energia e embalagens confirmam retomada econômica

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Combustíveis, energia e embalagens confirmam retomada econômica
Combustíveis, energia e embalagens confirmam retomada econômica

Três setores que refletem o ânimo da atividade produtiva – combustíveis, energia e papel e embalagens - confirmam que a economia do Paraná voltou a embalar em 2017. Considerados termômetros do desempenho da economia, os setores fecharam o ano passado com avanço. O consumo de combustível bateu recorde e as vendas de energia e embalagens tiveram o melhor resultado desde 2014.

O consumo de óleo diesel segue o ritmo de principalmente do transporte de cargas e mercadorias. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), foram comercializados 5,15 milhões de metros cúbicos de óleo diesel em 2017 no Paraná, 3,3% acima do ano anterior. No caso da gasolina, as vendas cresceram 6,4%, para 2,88 milhões de metros cúbicos.

“O consumo de óleo diesel tem relação direta com a movimentação de cargas, que por sua vez mostram como anda a atividade econômica. Quando a economia cresce, há mais transporte de mercadorias da indústria para as lojas, por exemplo”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes

Embora os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado em 2017 ainda não estejam disponíveis, tudo indica que o Paraná vem tendo uma retomada mais vigorosa do que a média do País.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), indicador que costuma ser uma prévia dos resultados do PIB, mostra que a atividade no Paraná cresceu 2,7% em 2017 – bem acima dos 1,04% registrados pelo Brasil.

Os dados oficiais do PIB do Estado devem ser divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) dentro de dez dias.

INDÚSTRIA - O consumo de energia também cresceu, com o melhor resultado desde 2014, de acordo com a Copel. No total, foram 29,9 milhões de MWh, 3,4% acima do volume registrado em 2016.

A alta foi influenciada pela maior demanda nas atividades das indústrias nos ramos de produtos alimentícios (variação de 6,7%), celulose, papel e produtos de papel (5,7%), além da fabricação de produtos de madeira (3,7%).

O presidente da Copel, Antonio Sergio Guetter, avalia que os resultados demonstram uma recuperação rápida do mercado no Paraná frente à crise dos últimos anos.

Com o crescimento da produção nas fábricas, também cresce a indústria de papel e embalagens. Dados da Federação da Indústria do Paraná (Fiep) mostram que as vendas do setor de papel e celulose (que abrange também a fabricação de embalagens) cresceram 5,04% dentro do Paraná em relação a 2016. As vendas são reais, já descontada a inflação no período.

Para o economista Roberto Zurcher, do departamento econômico da Fiep, outro setor que indica a retomada é o de máquinas e equipamentos, que no ano passado cresceu com o agronegócio e a decisão de algumas empresas de desengavetarem projetos de expansão.

“O desempenho desse setor é importante porque sinaliza se as empresas estão investindo mais e se estão mais confiantes no futuro. É preciso lembrar que o investimento é um dos principais motores do crescimento econômico”, diz ele. As vendas de máquinas e equipamentos cresceram em termos reais 1,5% no Paraná em 2017.

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