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Movimentação de cargas cresce o dobro da média nacional

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A movimentação de cargas do Porto de Paranaguá cresceu praticamente o dobro da média dos portos brasileiros em 2017. Enquanto o porto paranaense teve um aumento de 14,2% nas suas operações, a movimentação nos demais terminais subiu, na média, 8,3%. Os dados consolidados foram divulgados na segunda quinzena de fevereiro pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Em números totais, o Porto de Paranaguá importou e exportou 51,5 milhões de toneladas de carga entre janeiro e dezembro de 2017. No total, todos os portos brasileiros somados movimentaram 1,08 bilhão de toneladas de cargas.

A movimentação do porto paranaense também é superior a de todos os cinco maiores portos públicos do Brasil (que representam mais de 70% da movimentação total de terminais públicos). O Porto de Santos (SP), por exemplo, registrou alta de 9,9% em relação ao ano anterior; e Rio Grande (RS), 8,5%, segundo os dados da Antaq.

“Os produtores rurais, as cooperativas e as indústrias não só do Paraná, mas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, reconheceram as melhorias operacionais do Porto de Paranaguá nos últimos anos. Este aumento expressivamente superior em relação aos demais portos do Brasil confirmam a confiança que os usuários têm em movimentar suas cargas por Paranaguá”, afirma o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Desde 2011, o Porto de Paranaguá já investiu R$ 624 milhões em projetos e obras para melhorias operacionais. A reforma do cais permitiu operações maiores e mais pesadas e a troca dos shiploaders incrementou em 33% a capacidade de embarque do Corredor de Exportação, que bateu recorde de movimentação em 2017 também, com 17,4 milhões de toneladas escoadas.

Outro diferencial foi a dragagem dos canais de acesso e berços de atracação do porto. Foram quatro campanhas de manutenção e uma de aprofundamento, que garantiram maior produtividade do terminal.

Segundo o anuário estatístico da Antaq, só de 2016 para 2017, por exemplo, o volume médio por navio de soja aumentou de 56 mil toneladas para 59,9 mil toneladas. “Quanto mais carregado um navio pode sair do Porto de Paranaguá, menores os custos para quem opera por ele e, consequentemente, para o público consumidor que está na ponta desta cadeia”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. Segundo ele, isso comprova que os benefícios do avanço operacional no porto beneficiam não só seus usuários diretos, bem como a população em geral, consumidora de alimentos, produtos industrializados e materiais em geral.

EVOLUÇÃO – O crescimento na movimentação de vários produtos também foi superior no Porto de Paranaguá em comparação aos demais portos brasileiros.

O embarque de soja, principal commodity agrícola exportada pelo Brasil e por Paranaguá, teve crescimento de 32% na média nacional e de 43% no porto paranaense.

A movimentação de cargas gerais, que geralmente são produtos de maior valor agregado e que envolvem uma cadeia produtiva mais complexa, cresceu 7,6% na média nos portos brasileiros e 8,2% em Paranaguá.

Já a operação de granéis líquidos teve uma diferença ainda maior. No Brasil, o aumento foi de 3,8% e no Porto de Paranaguá foi de 28%, sete vezes superior à média nacional. Dentro desse grupo de cargas, a movimentação de derivados de petróleo em Paranaguá também foi um destaque: 34% de alta enquanto os demais portos tiveram crescimento de 3%.

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