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"Geração Atitude" promove o debate político entre alunos de colégio estadual de Curitiba

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O “Geração Atitude”, uma parceria da Assembleia Legislativa do Paraná com o Ministério Público do Paraná, a Secretaria de Estado da Educação, o Tribunal de Justiça e a Assessoria Especial da Juventude do Governo do Estado, esteve na quinta-feira (19) no Colégio Estadual Professor Júlio Mesquita, no bairro Jardim das Américas, em Curitiba. Cerca de 60 alunos do 1º ano do Ensino Médio ouviram e participaram ativamente da palestra do promotor de Justiça David Kerber Aguiar, da Promotoria da Infância, Juventude e Educação de Araucária, em uma conversa sobre cidadania e participação popular na democracia brasileira.

Esta foi mais uma etapa do projeto que visa fomentar entre os jovens paranaenses o interesse pela política e o entendimento de como se definem os rumos das cidades, dos estados e do país. O promotor explicou aos estudantes as diferenças nas atribuições dos três Poderes da República e as esferas em que eles atuam. “As discussões sobre normas para a aposentadoria são de competência federal, é o Congresso Nacional quem decide sobre elas. Temas do comércio de Curitiba são decididos pela Prefeitura e a Câmara Municipal. Este colégio está sob responsabilidade do Governo do Estado e seus eventuais problemas são debatidos na Assembleia Legislativa”, exemplificou.

O promotor explicou as diferenças entre plebiscito e referendo e deu exemplos de participação dos cidadãos no processo de elaboração das leis, citando os projetos de iniciativa popular. “Se houver 1% de todo eleitorado do Brasil cobrando em um abaixo assinado que todas as escolas estaduais tenham quadras cobertas, o Congresso Nacional se vê obrigado a decidir sobre esta questão”, contou. Ele falou também sobre a Lei da Ficha Limpa, que seu deu por iniciativa popular aprovada e implantada no país. “Nesta ocasião, 1% assinaram a iniciativa e hoje políticos comprovadamente corruptos não podem concorrer a cargos públicos”, afirmou o promotor.

David Aguiar destacou a importância da fiscalização da população sobre o trabalho dos políticos, como um meio de participação democrática. “Um grêmio estudantil ajuda na nossa formação política, para decidir o que é bom para nós. Isto é democracia e precisamos participar”, enfatizou. Para o promotor, as ideias que surgiram acerca dos temas abordados podem provocar nos alunos uma nova forma de ver, compreendido o fato de que eles são importantes para suas comunidades. “A ideia é a gente começar a conversar mais com os jovens, que são quem vai decidir nosso futuro. Hoje nós temos uma juventude combatendo a corrupção, mas nós precisamos de outra, que não deixe sequer haver mais corrupção. É isso que estamos plantando aqui. Tão importante quanto combater é ver turmas de alunos, diretores e professores fomentando formas de melhorar nosso país”, disse o promotor.

Participação

Para a pedagoga Sirley Rita Martinez, que acompanhou as turmas na palestra, o projeto “Geração Atitude” é importante para multiplicar os conhecimentos dos alunos, estimulando os alunos a perceber que têm voz ativa nas discussões e participação na cidadania. “Estas provocações servem para isso, para que falem sobre o que acontece de bom a estes alunos que já participam de grêmio e participam na comunidade escolar”, explicou.

Já o aluno Matheus Pereira de Oliveira, de 15 anos, se interessou pela chamada Lei de Iniciativa Popular, explicada e exemplificada pelo promotor. Para ele, a participação pode gerar um ambiente melhor, não só no colégio. “São coisas que nós precisamos. A pergunta que eu fiz a respeito do assunto é algo que todo mundo quer fazer, mas acaba não sabendo para quem perguntar. Eu vou falar sobre a iniciativa popular com os colegas, a pedagoga e o diretor, para saber o que eles acham dela”, afirmou.

Arthur Leukos de Carvalho, também estudante do colégio, aprovou a palestra. “O que o promotor trouxe hoje é uma forma de ampliar os nossos conhecimentos sobre politica e participação. Ele veio para nos ajudar a pensar sobre mudanças. A política não acontece só nos governos, mas em todos os lugares e conversas com colegas, muitas vezes sobre coisas simples. São formas de mudar a nossa sociedade”, concluiu.

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