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Uso de energia à noite gera economia aos produtores rurais 

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​Irrigar hortaliças e legumes no período da noite é hoje um bom negócio para milhares de agricultores paranaenses. Foto: Assessoria
​Irrigar hortaliças e legumes no período da noite é hoje um bom negócio para milhares de agricultores paranaenses. Foto: Assessoria

Irrigar hortaliças e legumes no período da noite é hoje um bom negócio para milhares de agricultores paranaenses. Para as famílias inscritas no programa Tarifa Rural Noturna, da Copel, a energia consumida entre as 21h30 e 6h da manhã tem 60% de desconto, incluindo os fins de semana e feriados. No Paraná, são 11.520 propriedades rurais enquadradas nesta situação, que atende também empreendedores da avicultura e suinocultura, entre outras atividades características da zona rural. 

Este número é praticamente o dobro dos inscritos três anos atrás, e a participação é crescente - somente em 2017, cerca de 500 produtores optaram pela medição diferenciada da energia utilizada no horário noturno. Para o presidente da Copel, Antonio Sérgio Guetter, o programa incentiva a produção agropecuária e torna mais eficiente o sistema elétrico como um todo. “Nesta faixa de horário com menor nível de consumo, conseguimos ofertar um benefício que incentiva o produtor e garante o desenvolvimento das famílias”, afirma.

Quem já aproveita o desconto tarifário conta as vantagens do programa, como é o caso do produtor Renan Hideki, do distrito de Bratislawa, em Cambé. Há mais de 20 anos na mesma área de terra, a família planta chuchu, repolho e milho, variedades que demandam água diariamente. “Faltando a chuva, tem que irrigar, e o consumo de água e energia é grande”, explica o agricultor. 

Com a inscrição na Tarifa Rural Noturna, ele afirma que a família tem conseguido uma diferença significativa na conta de luz, principalmente nos períodos mais secos.A mesma situação vive a produtora Valdevina Aparecida Rodrigues, do distrito de Guaravera, em Londrina. 

Plantando abóbora, milho verde, acelga e couve-flor, ela consegue o sustento da família comercializando a produção através da Central de Abastecimento (Ceasa). Valdevina elogia a rapidez no atendimento ao pedido para aderir ao programa da Copel, que vem ajudando a fechar as contas. “Deu bastante diferença e para nós foi bom porque a renda aqui é difícil”. Ela conta que após o enquadramento, há mais de dois anos, mudou os hábitos e transferiu a irrigação para o período de energia mais barata. 

O programa
O Tarifa Rural Noturna funciona desde 2010 e se estenderá pelo menos até o fim de 2018. Podem ser enquadrados consumidores rurais atendidos em baixa tensão, inclusive cooperativas de eletrificação rural com disjuntor menor ou igual a 200 ampères. Ao aderir à tarifa rural noturna, o produtor arca apenas com o custo da adequação da instalação elétrica interna e da entrada de serviço, quando necessário. Assim, é importante avaliar se o investimento terá retorno econômico-financeiro até o final do programa, a partir do valor economizado com o deslocamento do consumo para o período noturno.

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