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Jovem de 19 anos cruza Atlântico a remo sozinho e quebra recorde

Da Redação ·
Oliver remou sozinho pelo Atlântico Foto: Reprodução/Facebook
Oliver remou sozinho pelo Atlântico Foto: Reprodução/Facebook

Um americano de 19 anos se tornou a pessoa mais jovem cruzar sozinha e remando o Oceano Atlântico. Oliver Crane chegou à ilha caribenha de Antígua e foi recebido por amigos e parentes que celebravam a quebra do recorde. Ele remou por cerca de três mil quilômetros, durante 44 dias e 16 horas, a partir das Ilhas Canárias, na Europa, em 14 de dezembro.

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Até este domingo, quando enfim Crane pisou em terra firme, Katie Spotz ostentava o feito por ter cruzado o oceano a remo aos 22 anos, em 2010. O tempo do americano ainda o rendeu a 14ª posição entre os mais velozes a completar a travessia.

"Você parece incrivelmente bem", destacou uma jornalista que o abordou logo após a chegada. "Eu não me sinto tão bem", respondeu o jovem, ofegante e sorridente, sob os aplausos dos entes queridos, ao fim do desafio pelo Atlântico da Talisker Whisky.

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À emissora "ABC News", o jovem contou que foi duro passar, logo no início da viagem, pela costa da África, onde sofreu os primeiros golpes de ondas. "Eu sabia que ainda tinha um milhão de golpes e mais três mil milhas pela frente. Mas eu continuei, e fico feliz de ter continuado".

O jovem se lançou ao Atlântico para arrecadar dinheiro e revertê-lo à preservação dos oceanos e ao auxílio dos moradores em situação de rua.

Jovem de 19 anos cruza Atlântico a remo sozinho e quebra recorde fonte: Reprodução

Oliver Crane remou pelo Atlântico Foto: Ted Martin /Talisker Whisky Atlantic Challenge

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Para completar o trajeto, Crane se valeu de um barco de 23 pés, apelidado de "Team Homeward Bound". A embarcação contava com um purificador de água movido por energia solar e era desenhada para voltar à posição original caso fosse virada pelas ondas, o que realmente acontecer seis vezes. Sem banheiro, o jovem usava um balde para fazer suas necessidades.

Crane levou consigo dois telefones com sinal de satélite para se comunicar com a equipe, que o passava informações sobre navegação e previsão do tempo, e com a família, que o encorajava por meio de mensagens de texto.

"Eu comi praticamente só lixo. Eu deveria ter consumido comida congelada como fonte principal de energia, mas tive dificuldades em engolir, então eu vivi de batata frita e doce por muito tempo", relatou o jovem sobre o desafio nutricional da viagem.

Fonte- extraglobo.com