Maringá

​Parada LGBT de Maringá tem cartaz inspirado em frase do Papa Francisco

Da Redação ·
Cartaz de divulgação da 4ª Parada LGBT de Maringá usa frase e imagem do papa Francisco (Foto: Divulgação/AMLGBT)
Cartaz de divulgação da 4ª Parada LGBT de Maringá usa frase e imagem do papa Francisco (Foto: Divulgação/AMLGBT)

A 4ª edição da Parada LGBT de Maringá, no norte do Paraná, tem como tema a frase “Quem sou eu para julgar?”, dita pelo Papa Francisco após a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013. O cartaz de divulgação traz a frase e a imagem do pontífice. Na ocasião, o Papa Francisco afirmou para jornalistas que os gays não devem ser marginalizados, e sim integrados à sociedade.

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O pontífice citou o Catecismo da Igreja Católica para reafirmar a posição de que a orientação homossexual não é pecado, mas os atos são. “Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?”, afirmou o Papa.

A vice-presidente da Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AMLGBT), Margot Jung, explica que a frase do Papa foi escolhida como uma forma de enfrentamento ao preconceito. “A fala do Papa Francisco serve de reflexão para várias circunstâncias e é um grande sinal de que é preciso quebrar qualquer tipo de preconceito. Essa discriminação que ainda está presente em vários locais, até mesmo no nosso Congresso, onde vários políticos insistem em ter uma postura fundamentalista, esquecendo que os direitos humanos são para todos, independente da religião”, diz Margot Jung. A 4ª Parada LGBT de Maringá será realizada no dia 17 de maio, às 14 horas.

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O ato encerrará a 4ª Semana Maringaense de Combate à Homofobia, que começa no dia 11 de maio e terá a realização de debates no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), além de uma panfletagem no Centro da cidade. A AMLGBT destaca que a 4ª Parada LGBT de Maringá pretende debater também a violência por discriminação de orientação sexual nas famílias, nas instituições públicas, no mundo do trabalho, escolas, igrejas, no cotidiano e mesmo o preconceito interno entre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.