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Ivaiporã

Engenheira agrônoma aposta no cultivo de cogumelo shimeji em Ivaiporã

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A engenheira agrônoma Estela Guisi Bagio Zanetti, de Ivaiporã, começou a colher na semana passada a primeira safra de cogumelos shimeji. A produção está sendo feita em um barracão de 90 metros quadrados em uma chácara da cidade e é o primeiro empreendimento do gênero na região.

A expectativa da engenheira,  é colher no ciclo de 60 dias, aproximadamente 200 quilos. O cogumelo possui inúmeros benefícios para a saúde e a cada dia se torna mais comum no prato dos brasileiros. Estela conta que se especializou em cogumelos na região serrana no estado do Rio de Janeiro. 

“Eu sou de Ivaiporã,  mas morei fora por treze anos. Durante os seis anos que residi no Rio de Janeiro me especializei em cogumelos. Tive câncer há 10 anos e acredito que a gente tem que mudar nossos hábitos alimentares e o cogumelo é muito bom para a saúde e tem excelentes qualidades nutricionais”, comenta. A agrônoma relata que o Shimeji é um dos cogumelos mais consumidos no mundo, principalmente por ter altíssimos níveis nutricionais e poucas calorias, sendo, portanto, ideal para pessoas que desejam perder peso. 

“Além de saboroso, é rico em vitamina B12, tem tanta proteína quanto a carne, porém sem a presença de gordura. Também é uma importante fonte de fibras, além do alto poder de saciedade. Previne a osteoporose, impulsiona o sistema imunológico no combate a diabetes, alergias e combate ao câncer”, comenta.

A produtora está bastante otimista com o cultivo e tem boas expectativas de comercialização. “Ainda é uma produção pequena porque estou iniciando. Mas é um artigo diferenciado com bom paladar para restaurantes italianos, churrascarias, restaurantes japoneses e chineses que utilizam muito, e é uma novidade aqui na nossa região. Também já fiz parceria com uma rede de mercados aqui de Ivaiporã e de Campo Mourão, e estou buscando novos mercados para aumentar a produção”. O quilo do produto é vendido por R$ 40. Os cogumelos são cultivados em substratos, cada composto pesa em média 5 quilos. Os itens vão para uma autoclave, uma espécie de forno com alta pressão para serem esterilizados. Caso isto não seja feito, outros fungos se proliferam e não deixam o cogumelo se desenvolver. 

“Eu compro com metade do ciclo andado. Após um mês nas estantes, a espécie está pronta para a primeira colheita”. Após a colheita o ciclo se encerra, o substrato é adquirido de empresas especializadas em São Paulo.Apesar de boa rentabilidade, para trabalhar com cogumelos, o produtor precisa de dedicação e estar ciente dos investimentos que não são baixos. Conhecimentos técnicos e habilidades comerciais também são fundamentais. “Tem os investimentos no barracão, o frete é alto e os composto também são caros. No meu caso, foi muito planejamento e acredito que já está dando certo”, comenta.

DIVERSIFICAÇÃO
Para o secretário de agricultura de Ivaiporã Adir Salla, essa é mais uma boa opção para diversificação com boa rentabilidade que surge para a região. “As qualidades nutricionais e medicinais dos cogumelos ainda são pouco exploradas. Mas agora com a produção da Estela aqui em Ivaiporã, isso pode estimular o crescimento deste mercado”, comenta.


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Edhucca

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