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Kremlin volta a subir o tom contra Londres no caso do ex-espião

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IGOR GIELOW

MOSCOU, RÚSSIA (FOLHAPRESS) - Um dia após a vitória esmagadora de Vladimir Putin no pleito presidencial russo, o Kremlin voltou a subir o tom contra o Reino Unido, que acusa a Rússia de envenenar com um agente neurotóxico raro um ex-agente duplo e sua filha em território britânico.

"Cedo ou tarde eles vão ter de se responsabilizar por essas alegações. Ou vão ter de apresentar alguma evidência, ou pedir desculpas", disse em entrevista coletiva nesta segunda (19) Dmitri Peskov, porta-voz de Putin.

A fala vem na sequência de uma entrevista de Putin, concedida logo após a divulgação de dados que indicavam sua reeleição a um quarto mandato com mais de 76% dos votos. Naquele momento, Putin disse que as alegações eram "ridículas", mas que estava "aberto para trabalhar junto" com Londres para elucidar o episódio.

O ex-espião russo Serguei Skripal e de sua filha, Iulia, foram encontrados inconscientes num banco em Salisbury (Inglaterra) no dia 4 de março. Estão internados em estado grave, pelo que a polícia diz ser o efeito do agente Novotchik, produzido nos tempos soviéticos.

Putin disse duvidar que fosse um veneno de "uso militar", como a primeira-ministra Theresa May acusou. "Se fosse, eles não teriam sobrevivido", afirmou.

O governo britânico anunciou na quarta (14) a expulsão 23 diplomatas russos acusados de espionagem e o congelamento de relações diplomáticas de alto nível, entre outras medidas. A Rússia respondeu com ações equivalentes no sábado (17).

Em Londres, o ministro das Relações Exteriores britânico Boris Johnson continuou com sua ofensiva verbal contra o Kremlin. Disse que as respostas russas para o caso são "cada vez mais absurdas".

Ministros de relações exteriores de países da União Europeia se reúnem para discutir o caso hoje, em Bruxelas. Enquanto alguns chanceleres expressaram o desejo de medidas contra Moscou, que já enfrenta sanções econômicas devido à anexação da Crimeia da Ucrânia em 2014, outros foram cautelosos. O governo austríaco disse que prefere esperar um veredicto da Organização para Proibição de Armas Químicas, fórum internacional que cuida do tema.

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