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'Estão tentando matar Marielle de novo', diz Freixo sobre fake news

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) classificou como "perversidade" a divulgação de notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada na quarta (14), e disse esperar punição à desembargadora Marília de Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por publicações em redes sociais.

"Isso é um duplo homicídio. Estão matando a Marielle pela segunda vez" disse Freixo neste domingo (18), antes de ato em homenagem à vereadora e ao motorista, Anderson Gomes, também assassinado, no complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio.

O PSOL fez uma representação ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra a desembargadora, que afirmou em rede social que Marielle havia sido eleita pela facção criminosa Comando Vermelho e teria sido morta por suas relações com o crime.

O carro de Marielle foi atingido por nove tiros na noite de quarta, em ação que a polícia acredita ter sido premeditada. Ela levou quatro tiros e Anderson, três. Uma assessora que estava no veículo não foi atingida.

Sem citar o nome da desembargadora, Freixo chamou de despreparados juízes que fazem pré-julgamentos antes da conclusão das investigações.

"Esses imbecis, togados ou não, estão tentando matar a Marielle de novo, mas não vão conseguir", afirmou.

ENTENDA O CASO

A vereadora Marielle Franco (PSOL), 38, foi morta na noite de quarta (14) na zona norte do Rio. Ela e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu. 

Ela voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", uma roda de conversa na Lapa (centro), quando foi interceptada pelos criminosos.

A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio. Segundo ele, nem o partido nem a família de Marielle sabiam de ameaças contra ela.

"Cabe à polícia investigar. Há caminhos para se investigar esse crime", afirmou. Para ele, a morte de Marielle "é um crime contra a democracia, um crime contra todos nós". Chorando, disse que a conheceu jovem, há dez anos, quando ela começou a trabalhar com o deputado. "Era uma pessoa muito importante na luta contra o racismo no Rio", disse ele.

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