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PM de folga é assassinado no Rio; é o 26º caso só neste ano

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um policial militar foi morto na madrugada desta sexta-feira (26) em Paciência, na zona oeste do Rio. O soldado Jean Felipe de Abreu Carvalho, 29, era lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy, mas foi morto enquanto estava de folga, após reagir a um assalto no bairro vizinho.

Ele é o 26º PM morto no estado do Rio neste ano. O soldado foi abordado por um assaltante, reagiu e matou o criminoso. No entanto, comparsas do homem davam cobertura ao assalto à distância. Eles balearam o policial e levaram sua arma.

O PM morreu dois dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco e no mesmo dia em que a intervenção federal na segurança pública do Rio completa um mês. A Delegacia de Homicídios instaurou um inquérito para apurar o caso. Carvalho estava na PM havia quatro anos e deixa a esposa.

grave crise

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado.

Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição.

A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade. Somente neste ano, 26 PMs foram assassinados no estado -foram 134 em 2017.

Policiais, porém, também estão matando mais. Após uma queda de 2007 a 2013, o número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial está de volta a patamares anteriores à gestão de José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança (2007-2016). Em 2017, 1.124 pessoas foram mortas pela polícia.

Em meio à crise, a política de Unidades de Polícia Pacificadora ruiu -estudo da PM cita 13 confrontos em áreas com UPP em 2011, contra 1.555 em 2016. Nesse vácuo, o número de confrontos entre grupos criminosos aumentou. Com a escalada nos índices de violência, o presidente Michel Temer (MDB) decretou a intervenção federal na segurança pública do estado, medida que conta com o apoio do governador Luiz Fernando Pezão, também do MDB.

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