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Região metropolitana do Rio tem ao menos cinco mortes a tiros em 3 dias 

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Pelo menos cinco pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas desde a última sexta-feira (9) na região metropolitana do Rio.

Mãe e filho foram mortos a tiros dentro do carro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite deste sábado (10). Thiago Machado e Alba Valéria Ribeiro de Araújo Machado passavam pela rua General Rondon quando foram alvejados.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. A perícia do local foi realizada. Agentes estão em busca de imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas.

Na noite de sexta-feira, a mulher de um policial militar morreu após uma tentativa de assalto ao carro no qual estava com o marido. 

Segundo a PM, criminosos armados cometiam roubos na estrada Marechal Alencastro, na altura de Deodoro, na zona norte, quando atiraram contra o carro do policial, que estava de folga. Houve confronto, e a mulher do policial ficou ferida. Ela foi levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer e, em seguida, transferida para o Hospital Municipal Salgado Filho, onde morreu. 

Também na sexta-feira, Thaynná dos Santos Marinho, 15, foi atingida por um tiro de fuzil na comunidade Vila Aliança, na zona oeste. Segundo a Polícia Civil, ela estava na casa do namorado quando a arma foi disparada de dentro da residência. A jovem foi atingida no rosto. Ela chegou a ser socorrida e levada para o Hospital municipal Albert Schweitzer, mas, de acordo com a secretaria municipal de Saúde, já chegou morta à unidade. 

Ainda na zona oeste, Natalina da Conceição foi atingida durante confronto entre policiais e criminosos perto do morro da Barão, na Praça Seca, na manhã de sexta-feira. Segundo informações da Polícia Militar, policiais faziam patrulhamento quando foram recebidos a tiros por criminosos. Houve confronto, e Natalina foi atingida.

FERIDOS

Ao menos quatro pessoas ficaram feridas após serem atingidas por tiros desde a última sexta-feira.

Um casal foi ferido em uma tentativa de assalto em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na noite de sábado. Os dois estão internados no Hospital Geral de Nova Iguaçu.

Uma mulher foi atingida no braço quando estava no quintal de casa, em Engenho da Rainha, na zona norte. Na Vila Aliança, um tiroteio entre policiais e criminosos na sexta-feira deixou um homem baleado na perna. 

CRISE

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado. 

Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para veículos das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição. 

A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade. Somente neste ano, 16 PMs foram assassinados no estado -foram 134 em 2017.

Policiais também estão matando mais. Após uma queda entre 2007 e 2013, o número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial está de volta a patamares anteriores à gestão de José Mariano Beltrame na secretaria de Segurança (2007-2016). Em 2017, 1.124 pessoas foram mortas pela polícia.

A política de Unidades de Polícia Pacificadora ruiu -estudo da PM cita 13 confrontos em áreas com UPP em 2011, contra 1.555 em 2016. Nesse vácuo, o número de confrontos entre grupos criminosos aumentou.

Com a escalada nos índices de violência, o presidente Michel Temer (MDB) decretou a intervenção federal na segurança pública do Estado, medida que conta com o apoio do governador Luiz Fernando Pezão, também do MDB.

Temer nomeou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto. Ele, na prática, é o chefe das forças de segurança do Estado, como se acumulasse sob seu comando a Secretaria da Segurança Pública e a de Administração Penitenciária, com Polícia Militar, Civil, bombeiros e agentes carcerários. Braga Netto trabalha agora em um plano de ação.

Apesar da escalada de violência no Rio, que atingiu uma taxa de mortes violentas de 40 por 100 mil habitantes no ano passado, há outros estados com patamares ainda piores. No Atlas da Violência 2017, com dados até 2015, Rio tinha taxa de 30,6 homicídios para cada 100 mil habitantes, contra 58,1 de Sergipe, 52,3 de Alagoas e 46,7 do Ceará, por exemplo.

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Edhucca

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