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Polícia prende suspeito de ataques que deixaram sete mortos em Fortaleza

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Ceará prendeu, na madrugada deste domingo (11), um suspeito de envolvimento nas sete mortes registradas em Fortaleza na noite da última sexta-feira (9), no bairro Benfica. O homem tentou fugir, mas foi contido por policiais.

O suspeito foi conduzido à DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa), onde foi autuado por homicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência e receptação. Ele já respondia pelos crimes de roubo e receptação. Os policiais seguem buscando os demais suspeitos.

Após investigações, a DHPP localizou um veículo que havia aparecido em imagens de câmeras próximas à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza, um dos três endereços onde vítimas foram baleadas. 

O carro estava na garagem de um prédio no bairro Meireles. Os policiais realizaram buscas no apartamento ao qual a garagem é vinculada e encontraram dois revólveres, uma pistola, munições e carregadores. O suspeito estava no local. Dentro do automóvel, havia cartuchos de bala. 

O CASO

Os ataques da noite de sexta-feira aconteceram em três endereços da cidade e deixaram sete mortos e ao menos sete feridos. 

Três pessoas foram assassinadas na Praça da Gentilândia, ponto de encontro de jovens estudantes que frequentam a Universidade Federal do Ceará. Os bares e lanchonetes do local estavam lotados no momento em que homens armados chegaram em um carro e atiraram em direção a um grupo. 

Minutos depois, uma vítima foi morta na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza. Criminosos em outro veículo atiraram contra uma roda de jovens que bebiam no local. Na fuga, atingiram também em duas pessoas que usavam uniforme de torcida organizada, matando uma. 

Quatro vítimas baleadas nas ocorrências foram levadas para o IJF (Instituto Doutor José Frota), em Fortaleza. Duas morreram e duas continuavam em atendimento no hospital. 

Em coletiva à imprensa na tarde de sábado (10), o secretário de Segurança André Costa afirmou que a investigação trabalha com a hipótese de que a primeira ocorrência tenha sido motivada por conflito entre criminosos, com disparos direcionados. Segundo ele, pessoas que estavam na Gentilândia relataram que as vítimas vendiam drogas no local. Na pochete de uma delas foram encontradas pedras de crack e maconha.

A segunda ocorrência, ainda de acordo com o secretário, pode ter sido motivada por briga entre torcidas rivais. Os disparos teriam sido aleatórios.

Também no sábado, o Ministério Público estadual cobrou a extinção das torcidas organizadas do Ceará. "Os membros dessas entidades são, frequentemente, associados a práticas criminosas envolvendo atos de vandalismo, violência física e assassinatos, gerando grande temor à sociedade", escreveu o órgão em nota.

VIOLÊNCIA

Em janeiro deste ano, um ataque a tiros deixou 14 pessoas mortas e 16 feridas no bairro Cajazeiras, periferia de Fortaleza. Elas participavam de uma festa conhecida como "Forró do Gago", realizada em local próximo à Arena Castelão, e foram atingidas por tiros disparados por homens que invadiram o local. Entre os mortos, oito eram mulheres (duas menores de idade) e seis eram homens. 

Dois dias depois da que foi considerada a maior chacina da história do Ceará, uma briga entre grupos criminosos teve como resultado a morte de dez presos na Cadeia Pública de Itapajé, a 125 km de Fortaleza. 

Há uma semana, três mulheres foram torturadas e decapitadas com golpes de facão no bairro Vila Velha, em Fortaleza. Os criminosos filmaram os assassinatos e compartilharam as imagens. Na terça (6), a Polícia Civil havia capturado três suspeitos do crime, sendo um adolescente. 

Nesta sexta (9), mais dois homens foram detidos. Um deles, com passagens por roubo e homicídio, indicou o local onde os corpos foram enterrados. Lá, as equipes identificaram peças de roupa, pedaços de madeira e parte de um facão. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a motivação dos crimes tenha relação com conflitos entre grupos criminosos rivais.

O número de homicídios no Ceará saltou de 3.407, em 2016, para 5.134 em 2017, aumento de mais de 50%. Em Fortaleza o aumento foi ainda maior, de 96% - saltou de 1.007 homicídios em 2016 para 1.978 no ano passado.

No ano passado, a versão brasileira do informe anual "O Estado dos Direitos Humanos no Mundo", da Anistia Internacional, mostra que na região nordeste o Ceará se destaca pelos casos de homicídios múltiplos, caracterizados pelo fato de terem mais de três vítimas; ou as chacinas, homicídios múltiplos com características de execuções.

O documento cita três casos ocorridos na capital cearense em 2017, nos meses de fevereiro, junho e outubro: a morte de cinco pessoas no bairro Bom Jardim; a execução de seis homens no Porto das Dunas, no interior de uma casa; e as mortes de quatro jovens, entre 14 e 20 anos, também em uma casa.

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Edhucca

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