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EUA pedem ações concretas da Coreia do Norte para marcar encontro

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Depois do anúncio histórico de um possível encontro entre o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Casa Branca engrossou o tom nesta sexta (9) e informou que só marcará a reunião caso o país asiático tome "ações concretas e mensuráveis" para desnuclearizar a península.

"Nós não estamos em negociações. Nós aceitamos um convite para conversar", afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders -ressaltando que ainda não há data ou local definido para o encontro.

No dia anterior, autoridades da Coreia do Sul informaram que o ditador norte-coreano, que no ano passado realizou uma série de testes com mísseis e chegou a chamar Trump de "senil" e "mentalmente perturbado", estaria disposto a se encontrar "o mais rapidamente possível" com o mandatário americano.

Kim teria se disposto a interromper os testes balísticos e caminhar rumo à erradicação permanente dos programas nucleares na península coreana. O americano topou o encontro.

Há dúvidas, porém, sobre até que ponto se poderia confiar no ditador, que já se engajou em negociações anteriores, sem sucesso, e que trocou insultos com Trump no ano passado, em uma retórica extremamente agressiva.

Diante dos questionamentos, Sanders declarou que os EUA não fizeram concessões à Coreia do Norte, e que irá prosseguir com a política de "pressão máxima" sobre o país, por meio de sanções econômicas que continuam em vigor.

"Vamos ser claros: os EUA fizeram zero concessões, mas a Coreia do Norte fez algumas promessas. Não haverá reunião sem que sejam tomados passos concretos rumo a essas promessas", afirmou.

Autoridades sul-coreanas, que estiveram com Kim nesta semana, informaram na quinta (8) que o encontro ocorreria até o final de maio.

Nesta sexta, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu a Trump por telefone que converse "o quanto antes" com o norte-coreano, e elogiou a "intenção positiva" do americano em se dispor a encontrá-lo.

PRECAUÇÕES

Assessores da Casa Branca têm reafirmado que as sanções à Coreia do Norte irão continuar e que qualquer acordo só será fechado se houver inspeção e verificação das instalações nucleares do país.

Para o governo, a abordagem de Trump é muito diferente do que fizeram outros presidentes dos EUA, com mais pressão diplomática e especialmente econômica.

Apesar dos riscos envolvidos numa eventual negociação com Kim, o governo entende que o ditador é o único responsável pela política nuclear de seu país, em razão da estrutura autoritária do regime norte-coreano -e, por isso, um encontro entre os dois líderes seria fundamental para atingir a desnuclearização da península.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou que a mudança de posição de Kim e sua disposição para o diálogo foi, de fato, "uma mudança dramática" e recebida como uma "surpresa" pelos americanos.

Tillerson, porém, destacou que conversas não são negociações, e que Trump se demonstrou disposto a dialogar com Kim desde o início de seu governo. "Na avaliação do presidente, esse tempo [para conversar] chegou", afirmou.

Autoridades sul-coreanas, que estiveram com Kim nesta semana, informaram na quinta (8) que o encontro ocorreria até o final de maio.

Nesta sexta, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu a Trump por telefone que converse "o quanto antes" com o norte-coreano, e elogiou a "intenção positiva" do americano em se dispor a encontrá-lo.

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