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Ex-chefe do Bope vai comandar PM do Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Fernandez Nunes, anunciou nesta terça-feira (6) os nomes que comandarão as polícias do estado em meio à intervenção federal iniciada no mês passado.

Um ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais), braço da PM que inspirou o filme Tropa de Elite, chefiará a Polícia Militar. O coronel Luis Cláudio Laviano foi nomeado comandante-geral da corporação, em substituição ao coronel Wolney Dias.

O delegado Rivaldo Barbosa foi escolhido para a chefia da Polícia Civil, no lugar de Carlos Leba. Ele comandava até então a Divisão de Homicídios.

Um dos objetivos da intervenção federal na segurança do Rio será reequipar as polícias, fortalecer as corregedorias e fazer operações contra o crime organizado.

A intervenção foi decretada pelo presidente Michel Temer (MDB) em 16 de fevereiro, com prazo previsto até 31 de dezembro e apoio do governador Luiz Fernando Pezão (MDB). O general do Exército Walter Braga Netto foi nomeado interventor, responsável tanto pelas polícias como pelo setor penitenciário do estado.

UPP

O coronel Laviano, da PM, já comandou o CPP (Comando de Polícia Pacificadora), que coordenava as ações das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio no início do projeto. Agora, elas voltaram a ser subordinadas aos batalhões de área.

Em meio à crise de violência no estado, essa política ruiu nos últimos anos -estudo da PM cita 13 confrontos em áreas com UPP em 2011, contra 1.555 em 2016.

Segundo a Secretaria de Segurança, Laviano terá como missão dar prioridade à valorização dos policiais, bem como produzir um diagnóstico sobre as condições de trabalho e integrar a PM com outros órgãos.

Para o novo chefe da Polícia Civil também foi pedido que dê prioridade à valorização dos policiais. Barbosa já chefiou a divisão de capturas da Polícia Civil, a Polinter, e já ocupou o cargo de titular da subsecretaria de Inteligência do Rio.

O Rio de Janeiro passa por grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública -e conta com o auxílio de tropas das Forças Armadas desde setembro do ano passado.

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