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Saiba o que deve mudar no sistema de ônibus de São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A prefeitura de São Paulo prepara neste momento o edital de licitação das futuras empresas de ônibus da cidade. Para se ter uma ideia, os contratos atuais estão vigentes desde 2003. Essa é a maior contratação da gestão municipal. A previsão é de custe R$ 66 bilhões em 20 anos. 

Durante o processo de licitação, a principal dúvida da população enviada à prefeitura foi justamente sobre quais linhas seriam mantidas, alteradas ou eliminadas.

Em 28 de fevereiro, a gestão contabilizou que 92% das contribuições à minuta do edital tinham esse objetivo. O ambiente de dúvidas gerou uma série de boatos e falsas informações nas redes sociais. Enquanto isso, a Secretaria de Transportes foi pressionada a dar maior transparência às mudanças, que constavam em uma extensa minuta do edital da licitação.

A publicação de dados de forma mais acessível ocorreu na sexta (2), três dias antes do fim da consulta pública. 

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o novo sistema de ônibus em São Paulo:

- Como é organizado hoje o sistema de ônibus de SP?

A cidade é basicamente organizada em dois sistemas: o local e o estrutural. O primeiro, chamado de local, funciona no âmbito dos bairros, enquanto o segundo, chamado de estrutural, percorre distâncias maiores, ligando regiões diferentes da cidade.

- Qual é a proposta de mudança desse sistema?

A ideia é incluir um sistema intermediário aos dois, o de articulação regional. A tese da prefeitura é de que em muitas ruas e avenidas, os sistemas local e estrutural competem por espaço. Isso causa trânsito e acaba travando a circulação dos ônibus nos seus trajetos. A Secretaria de Transportes espera que com um sistema intermediário os ônibus locais e estruturais possam circular com menos interferência e consigam cumprir os trajetos em menos tempo. Por isso, as linhas que hoje têm trajetos mais longos correm o risco de serem divididas em duas ou três.

- Haverá cortes de linhas?

Na prática, a Prefeitura reduzirá em 11% o número de linha. Mas a Prefeitura de São Paulo diz que toda linha continuará tendo o seu trajeto cumprido por ônibus sob outros nomes. Isso ocorre, pois cerca de 260 linhas na cidade têm grande parte de seus trajetos sobrepostos. A prefeitura acredita que isso traz lentidão e ineficiência ao sistema.

- Quantas linhas deverão ser alteradas?

A Prefeitura diz agora que deverão ser cerca de 40% das atuais 1.336 linhas da cidade. Esse número, porém, pode mudar.

- Quando as linhas poderão mudar?

A previsão é de que as mudanças ocorram entre 6 a 30 meses após a assinatura dos contratos com as novas empresas de ônibus da capital. Portanto, tudo depende também do andamento da licitação, que pode atrasar.

- O que falta para que as mudanças sejam implantadas?

Todas as alterações nas linhas dependem do edital de contratação das futuras empresas de ônibus da cidade. A expectativa é de que esse edital seja publicado em abril, até agora existe apenas a minuta. Após a publicação do edital, ao menos teoricamente, a prefeitura teria até julho para assinar os contratos antes o término do contrato em vigência. Mas o prazo é considerado exíguo para um contrato deste tamanho (R$ 66 bilhões em 20 anos) e há sempre a possibilidade de suspensão da licitação pelo Tribunal de Contas do Município ou pela Justiça.

- O passageiro terá de fazer mais baldeação, então?

Sim. A prefeitura estima o aumento em 4% no número de baldeações no sistema, mas acredita que haverá menos tempo na espera dos ônibus.

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Edhucca

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