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Rio faz mutirão contra febre amarela, mas imuniza só 50% do esperado

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Balanço divulgado pelo governo do Rio de Janeiro aponta que cerca de 250 mil pessoas foram vacinadas no Dia D de vacinação contra a febre amarela, ocorrido neste sábado (3), nos 92 municípios fluminenses. O resultado, no entanto, ficou abaixo da meta prevista, que era imunizar 500 mil pessoas. As informações são da Agência Brasil.

O secretário de Saúde do estado, Luiz Antonio Teixeira Jr., confirmou que o movimento foi menor do que o do último mutirão contra a doença, realizado em 27 de janeiro. "Precisamos imunizar um total de 14 milhões de pessoas, e até agora cerca de 10,5 milhões estão protegidas [75%]. A campanha continua nos postos municipais, e vamos trabalhar de forma incansável até que todo o público-alvo esteja vacinado", disse.

Maria Ximenes, 74, foi vacinada após passar por exame médico na tenda montada no parque dos Patins, na zona sul do Rio. "Fui avaliada bem rapidinho e liberada para tomar a vacina", disse. A dona de casa Maria Martins Ferreira, 35, foi à praça da Matriz, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e vacinou também a filha Eloá, de 8 anos. "Aproveitei a campanha para me proteger e principalmente proteger minha filha", afirmou.

A campanha de vacinação deste sábado teve a participação dos postos municipais de saúde, de 29 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), 11 hospitais da rede estadual, o apoio de unidades do Corpo de Bombeiros, além de tendas montadas pela secretaria em cidades da região metropolitana do Rio.

ORIENTAÇÃO

O estado do Rio, assim como o de São Paulo e da Bahia, faz uma campanha emergencial contra a febre amarela desde janeiro -fevereiro no caso da Bahia- com o uso de doses fracionadas da vacina. No caso do Rio, são 15 municípios da região metropolitana incluídos na campanha. As demais regiões, continuam a aplicar a dose padrão. 

Apesar de ter 1/5 da vacina tradicional, ela tem a mesma eficácia, segundo o Ministério da Saúde. Já o tempo de proteção varia: enquanto a integral duraria por toda a vida, a segunda protegeria por ao menos oito anos. O ministério afirma que a opção pela dose fracionada ocorre para assegurar os estoques de vacina no país. 

Assim como no Rio, São Paulo também tem registrado baixa adesão à campanha, o que levou a uma nova prorrogação do mutirão de vacinação, agora até o dia 16. Segundo a pasta, foram aplicadas 4,65 milhões de doses desde 25 de janeiro, o que corresponde a 50,3% do público-alvo, que abrange 53 cidades, além de 23 distritos da capital. 

No Rio, a Secretaria de Saúde informou que em janeiro do ano passado começou a adotar medidas preventivas nos municípios limítrofes com Espírito Santo e Minas Gerais, estados considerados áreas de risco para a doença, à época. Em julho de 2017, os 92 municípios fluminenses foram incluídos na área de recomendação da vacina. 

Segundo boletim da Secretaria de Saúde divulgado na última sexta (2), este ano foram registrados 112 casos de febre amarela silvestre em humanos em todo o estado do Rio, sendo que 51 deles resultaram em morte. O maior número de ocorrências ocorreu em Angra dos Reis, com 21 casos e 12 óbitos.

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