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PM mata sete suspeitos de planejar roubo a caixa eletrônico em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sete suspeitos de pertencer a uma quadrilha de roubo de caixas eletrônicos foram mortos por policiais militares na região de Campinas (a 93 km de São Paulo), por volta das 21h30 desta quarta-feira (28).

A equipe do Baep (batalhão de ações especiais da PM) abordou a quadrilha na estrada municipal Dona Isabel Fragoso Ferrão, que liga a rodovia Dom Pedro I (SP-065) ao distrito de Joaquim Egídio.

A Polícia Militar encontrou os suspeitos após receber uma denúncia anônima de que uma quadrilha iria explodir caixas eletrônicos na cidade de Joanópolis (a 112 km de São Paulo). Para fugir da fiscalização nas rodovias, ainda de acordo com a denúncia, os criminosos utilizariam estradas na zona rural da região.

Com as informações, os policiais montaram um cerco na estrada municipal Dona Isabel Fragoso Ferrão para interceptar a quadrilha. Segundo a PM, os suspeitos estavam em dois carros, não obedeceram a ordem de parada e reagiram atirando contra os policiais, que revidaram.

O tiroteio aconteceu próximo à ponte sobre o rio Atibaia, a cerca de 200 metros do acesso à rodovia Dom Pedro. O local, que tem apenas propriedades rurais, foi escolhido pela quadrilha justamente para não chamar atenção.

Na troca de tiros, sete suspeitos foram baleados e morreram no local. Outros dois integrantes do grupo conseguiram fugir —um deles, foi preso horas depois do tiroteio. Nenhum policial se feriu.

PRISÃO

O único suspeito preso até agora foi localizado em Sousas, também distrito de Campinas.

Alessandro Bernardo, 34, saiu ferido do tiroteio e se escondeu em um matagal às margens da estrada municipal Isabel Fragoso Fernão. Moradores do distrito comunicaram à PM que o suspeito estava escondido na comunidade.

O suspeito foi preso e apresentado ao 12º DP de Campinas. Na sequência, recebeu atendimento no Hospital das Clínicas da Unicamp.

Bernardo foi atingido por tiros na perna e na mão direita. Segundo a polícia, ele tem ficha criminal por receptação. Ainda resta um segundo integrante da quadrilha foragido, de acordo com a PM.

O grupo estava preparado para agir. A polícia apreendeu fuzis, submetralhadoras, pistolas, munição, explosivos e coletes à prova de balas.

Os suspeitos estavam em um Renault Captur e em um Fiat Strada que ficaram marcados pela troca de tiros. No primeiro, dois disparos atingiram o vidro traseiro. No segundo, a porta do passageiro ficou danificada por ao menos dois disparos.

Os carros usados pelos criminosos foram apreendidos e levados para o 4º Distrito Policial de Campinas, responsável pelas investigações.

MORTES

O número de pessoas mortas pelas polícias Civil e Militar no Estado de São Paulo chegou a 939 em 2017.

Trata-se do maior índice já registrado pela SSP (Secretaria da Segurança Pública), que começou a contabilizar a letalidade policial anual em 1996. Somente na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), entre 2011 e 2017, a letalidade policial aumentou 96%.

Já o número de policiais civis e militares mortos no Estado (60), em serviço e em folga, é o menor desde 2001. Sob a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), esta é a terceira vez em que uma ação da polícia termina com a suposta quadrilha inteira morta e nenhum policial ferido.

Nas duas primeiras ações, em 2002 e 2017, o governador elogiou os policiais envolvidos. Em 2002, na rodovia senador José Ermírio de Moraes, a Castelinho, que dá acesso a Sorocaba (100 km da capital), um ônibus que levaria 12 integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) a um roubo, PMs da Rota interceptaram e mataram a suposta quadrilha.

No ano de 2014, a Justiça de São Paulo absolveu sumariamente todos os policiais envolvidos na ocorrência, que ficou conhecida como “Operação Castelinho”. Alckmin sempre elogiou a ação, afirmando que “em São Paulo, bandido tem dois destinos: prisão ou caixão”.

Em 2017, uma ação da Polícia Civil terminou na morte de 10 suspeitos de integrarem uma quadrilha de roubo a casas em áreas nobres da capital. Nenhum policial foi alvo de investigação. Alckmin também defendeu a ação. “A polícia com esse trabalho de inteligência monitorou e fez a intervenção. Graças a Deus, nenhuma vítima foi atingida, nem policiais. Então, esse é o trabalho que tem que se feito, um trabalho de inteligência, para você tirar essas organizações criminosas, principalmente armadas com fuzil”, disse o governador.

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