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Bacharel em direito e com pós em gestão, general assume pasta da Segurança do Rio

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SÉRGIO RANGEL E LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O general do Exército Richard Fernandez Nunes, 54, comandará a Secretaria de Segurança Pública do Rio durante o período da intervenção federal na pasta. Ele foi nomeado nesta terça-feira (26) pelo interventor, o general Walter Braga Netto.

Será a primeira vez que um general da ativa comandará a pasta desde a redemocratização. Até então, apenas generais e coronéis da reserva haviam assumido a pasta.

Nunes ingressou no Exército em 1978. Bacharel em direito e com pós-graduação em gestão pela FGV, atualmente é general três estrelas. Sua última posição foi como comandante da própria escola da ECEME (Escola de Comando e Estado Maior do Exército), numa atuação semelhante a de um reitor. De dezembro de 2014 até fevereiro de 2015, foi o comandante da ocupação militar no complexo da Maré, na zona norte.

A passagem foi breve, apenas três meses, de um total de 14 em que as Forças Armadas estiveram no complexo. Com vistas à Olimpíada de 2016, o governo federal autorizou o uso de militares das Forças Armadas na Maré.

A ideia seria iniciar o trabalho para que no futuro fossem instaladas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em parte das 16 favelas do complexo, que fica às margens da Linha Vermelha, principal rota dos turistas que chegam ao Rio pelo aeroporto do Galeão.

A operação ficou marcada por dificuldades de relacionamento entre a população e militares, que não conseguiram expulsar os criminosos que atuavam no local. O que ocorreu foi uma espécie de acordo tácito entre as duas partes.

Militares evitavam circular por áreas com bandidos e traficantes passaram a circular sem ostentar armas de grosso calibre.

Nunes também integrou o comando do centro de prevenção e combate ao terrorismo durante a Copa das Confederações no Rio, em 2013. O general tem especialização em comando de unidades blindadas e de artilharia motorizada. Ele também já chefiou a área de planejamento do setor de Comunicação Social do Exército.

Em uma dissertação em 2006, Nunes já afirmou que o uso de militares no combate ao narcotráfico descaracteriza as destinações constitucionais do Exército.

A afirmação consta de monografia produzida por Nunes, à época tenente-coronel, para o curso de politica estratégica e alta administração da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. O trabalho confere título equivalente a um mestrado dentro das instâncias militares.

O oficial traça em sua monografia cenários possíveis para o Brasil e o mundo no terceiro milênio e sugere linhas de planejamento para o Exército. O trabalho é um complemento de outro apresentado na mesma escola, em 2001.

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