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Em visita a Israel, Aloysio se encontra com Netanyahu

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DANIELA KRESCH

JERUSALÉM (FOLHAPRESS) - Em sua primeira viagem oficial ao Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, se encontrou nesta terça-feira (27) com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em Jerusalém.

Os dois discutiram o aprofundamento da cooperação entre os dois países em campos como segurança, educação e cultura.

Aloysio chegou a convidar o premiê a visitar o Brasil —Netanyahu disse que aceitaria, mas que não iria em ano eleitoral.

"Israel está muito interessado nos contatos com o Brasil e acredita em seu potencial", disse o israelense.

"O ministro está dando continuidade a uma retomada das relações", disse à reportagem Paulo Céser Meira de Vasconcellos, embaixador brasileiro em Israel.

Ele se referiu ao mal-estar entre os dois países que começou em 2015, quando o governo Dilma Rousseff não aceitou a nomeação de um embaixador israelense para o cargo em Brasília. "Houve aquele período muito ruim e, de um ano para cá, isso vem melhorando. Então, ele (Aloysio) veio para sedimentar essa retomada".

No início da reunião, o atual embaixador israelense no Brasil, Yossi Shelley, e Vasconcellos assinaram um acordo sobre seguro social. O acordo inclui a regulamentação de benefícios sociais como pensões e aposentadorias para os cidadãos dos países durante a sua estadia na outra nação.

Antes do encontro com Netanyahu, o chanceler brasileiro se reuniu com o presidente israelense, Reuven Rivlin, que citou o seu apreço pelo futebol brasileiro e por Pelé.

A agenda do ministro começou no Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Israel, onde o ministro deixou uma mensagem no livro de visitas oficial.

O chanceler também depositou flores para os dois brasileiros citados no memorial em homenagem a pessoas que ajudaram a salvar judeus durante o regime nazista.

Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, que trabalhava no consulado brasileiro em Hamburgo (alemanha), e Luiz Martins de Souza Dantas, diplomata na França, conseguiram emitir vistos para que judeus pudessem fugir para o Brasil durante a Segunda Guerra, contrariando o governo de Getúlio Vargas. “É a lembrança de algo que nunca pode ser esquecido e nunca pode ser perdoado. E nós, no Ministério das Relações Exteriores, sempre cultuamos a memória de quem conseguiu encontrar brechas, mesmo com uma legislação extremamente restritiva como aquela que havia e discriminatória em relação a judeus”, disse o ministro.

Na agenda de Aloysio está previsto ainda um encontro com o líder da oposição, Ytzhak Herzog, da União Sionista.

Ele irá também para Ramallah, na Cisjordânia, onde se encontrará com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e seguirá para Jordânia e Líbano.

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