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Em show, Foo Fighters e Queens of the Stone Age exibem boa forma

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MARCO AURÉLIO CANÔNICO

RIO DE JANEIRO (FOLHAPRESS) - Está aberta a temporada de shows internacionais de rock no país e, se as apresentações das bandas Foo Fighters e Queens of the Stone Age no Maracanã, na noite deste domingo (25), forem indício do que vem por aí, será um ano histórico.

Os shows, que São Paulo verá nesta terça (27) e na quarta (28), no Allianz Parque, mostram dois grupos em grande forma, com líderes carismáticos e repertórios bem amarrados, que misturam canções novas e sucessos, calmaria e pancadaria, dance e pogo.

Estrela maior da noite, o vocalista e guitarrista Dave Grohl mostrou, à frente do Foo Fighters, que prossegue sendo um excelente professor de rock n' roll para seus jovens fãs.

Ele é daqueles sujeitos que dá gosto assistir: corre para todos os lados, tentando abarcar a plateia, grita como se nunca mais fosse precisar de voz, faz caretas e piadas, comanda a massa como um apresentador de programa de auditório. Antes de tudo, Grohl é um bom músico.

"Run", a canção que abriu a apresentação, é um bom exemplo de como o FF se tornou um gigante do rock de estádios: uma introdução e um refrão facilmente cantaroláveis, em ritmo cadenciado, seguido de estrofes em que a melodia dispara como se corresse por sua vida, trazendo consigo a plateia.

Na sequência, dois dos maiores sucessos da banda -"All my Life" e "Learn to Fly"- acenderam de vez os 30 mil presentes, público que ficou longe de encher o estádio (Phil Collins, três dias antes, levou 42 mil pessoas ao mesmo Maracanã, também sem conseguir lotá-lo).

Interativo como de hábito, Grohl passou todo o show conversando com seus fãs, convocando-os a cantar junto baladas como "My Hero" e "Times Like These" e criando expectativa ao pausar as canções antes de entrar nas partes mais explosivas -por exemplo, em "Walk" e no hit "Breakout".

Como bom professor, Grohl também sabe honrar seus mestres, apresentando-os a seus alunos.

No domingo, tiveram vez Alice Cooper ("Under my Wheels", com o guitarrista Chris Shiflett nos vocais), Ramones ("Blitzkrieg Bop"), AC/DC ("Let There Be Rock") e Queen ("Another One Bites the Dust" e "Under Pressure", com o baterista Taylor Hawkins dividindo os vocais com Grohl, que assume a bateria).

PESO E DANÇA

Antes da atração principal, o público teve a chance de ver uma banda de abertura que tem peso suficiente (em todos os sentidos) para ser um "headliner": o Queens of the Stone Age, liderado por Josh Homme.

Talvez sob a influência de estar em turnê com Dave Grohl, o labrador do rock, o guitarrista e vocalista do QOTSA se apresentou muito mais simpático do que de costume, o que tornou seu show descontraído, até mesmo dançante, sem que se perdesse o peso que caracteriza seu som.

O repertório da apresentação de 80 minutos privilegiou as canções do álbum "Villains" (2017) -incluindo as ótimas "The Way You Used to Do" e "The Evil Has Landed"-, mas também trouxe sucessos como "No One Knows", "Little Sister" e "Go with the Flow".

Após os shows em SP, as bandas seguem para Curitiba (na Pedreira Paulo Leminski, 2/3) e para Porto Alegre (Beira-Rio, 4/3).

Foo Fighters e Queens of the stone age

Quando: terça. (27) e quarta. (28), às 19h30

Onde: Allianz Parque (av. Francisco Matarazzo, 1.705, São Paulo)

Quanto: R$ 270 a R$ 740

Classificação: 16 anos

Avaliação: Foo Fighters - muito bom

Avaliação: Queens of the Stone Age - muito bom

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