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Joaquim Lopes diz ter tido tumores após sofrer bullying por ser gordo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ator e apresentador Joaquim Lopes, 37, relembrou um período crítico de sua vida no qual sofria bullying na escola durante boa parte de sua adolescência. Ele afirmou que sempre caía nas armadilhas, e que apanhava e levava cuspidas dos colegas.

"Lembro pouco dessa época pois a gente tem a tendência a dar uma bloqueada nos traumas do passado. Os ensinamentos que tive por conta desses episódios da minha vida ficaram para sempre. [...] A violência é tão grande que muitas vezes você fica sem ação. Ficava sem reação porque não sabia como reagir a isso. Para mim isso era tão surreal, de pensar em fazer isso com ser humano", disse Lopes, durante bate-papo com a atriz Mariana Xavier para o canal "O Mundo Gordelícia", no YouTube. 

O trauma foi tão grande que Lopes, sempre que tem oportunidade, comenta sobre o bullying sofrido para que as pessoas tenham mais compaixão e que pensem antes de agir. "Compaixão nada mais é do que se colocar na dor do outro, no lugar do outro. Pensar antes de fazer, agir, principalmente com pré conceitos. A gente está vivendo esse momento de igualdade, seja na sua crença, seja na sua opção sexual, a gente não tem o direito de dizer como o outro deve ser. Cada ser humano é resultado de uma série de experiências."

Lopes afirma que o que vale na vida é a experiência individual, isto é, como você faz com a sua dor e como encarra o desafio. "Você se fecha e se deixa abater por isso ou encarra isso como uma oportunidade de crescimento. [...] Poderia ter ido para um lugar de vingança. Mas fui pelo outro lado."

Em vídeo para campanha da Cavaleira no ano passado, o ator contou um pouco sobre bullying e a agressão que sofria no colégio. "Tem aquelas brincadeiras em que as pessoas imbecis fazem com o gordinho, de apertar o peito. Fizeram tanto isso que tive um tumor nas duas glândulas mamárias. Tive que fazer cirurgia", diz Lopes, em trecho do vídeo.

Escalado para interpretar o vilão de "Orgulho e Paixão", novela de Marcos Bernstein, que substituirá "Tempo de Amar" na faixa das 18h da Globo, Joaquim Lopes afirmou que não contava para ninguém nem mesmo aos pais ou ao irmão que sofria bullying na escola.

"Meus pais não faziam muito a ideia do que estava rolando nem meu irmão. Gente, falem. É tão mais fácil. A gente precisa ter humildade para pedir ajuda. Quando você pede para pessoas que te amam de verdade, resolve muito mais fácil porque você se sente amparado."

Lopes afirmou que ficou menos neurótico com alimentação e exercícios físicos há cerca de dois anos. "A gente tem que saber quem a gente é. Depois amar quem a gente é. Porque se a gente não se amar, a gente não ama ninguém."

CARREIRA

O ex-apresentador do "Vídeo Show" (Globo) contou que foi graças à sua mãe que se seguiu a carreira de ator. Segundo Lopes, ele foi obrigado a fazer teste em uma das mais tradicionais escolas de artes cênicas de São Paulo, o Centro de Artes e Educação Célia Helena. "Devo a minha mãe e a Lígia Cortez que olharam para mim. Foi ali que mudou a minha vida inteira. Tive a sorte de ter professores fantásticos que mudaram a minha vida."

Lígia Cortez é filha da atriz Célia Helena (1936-1997) e do ator Raul Cortez (1932-2006). Em 2017, a escola comemorou 40 anos. A sede na Liberdade não existe mais (alugado, o imóvel foi pedido pelos donos há dois anos). Mas a escola conta com um espaço no Itaim Bibi, onde funciona o curso superior, com professores como Elisabete Dorgam e Samir Yazbek, e um braço no Pacaembu, com cursos de artes para crianças.

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